CULTURA: Resumo em 1 Nov 2026

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Ilustração de um show de música com palco iluminado
Imagem ilustrativa gerada por IA; não representa uma fotografia do fato.

A morte do produtor Solano Ribeiro, idealizador dos festivais de música que revelaram a geração da MPB, abre o resumo, que traz também a declaração de Jessica Lange sobre o fim da carreira, a estreia da animação O Bosque Selvagem, a morte da cantora Mulher Banana e a despedida do BTS do público brasileiro em São Paulo.

Morre aos 87 anos Solano Ribeiro, criador dos festivais que projetaram a MPB

O músico e produtor Solano Ribeiro morreu na madrugada deste sábado (31), aos 87 anos, em São Paulo. Ele idealizou ou produziu os principais festivais de música exibidos pela televisão entre 1965 e 1972, período conhecido como a era dos festivais, que deu alcance nacional à geração de artistas reunida sob o rótulo de MPB. As disputas foram transmitidas por emissoras como Excelsior, Globo e Record e ajudaram a firmar a televisão como veículo de massa.

Foi por iniciativa dele que a TV Excelsior promoveu, em 1965, o primeiro Festival de Música Popular Brasileira, vencido por Elis Regina. Nos anos seguintes, os concursos revelaram ou consolidaram nomes como Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Gal Costa e Edu Lobo. Solano fazia questão de dizer que não descobriu esses artistas, apenas abriu espaço para eles, e em suas memórias, lançadas em 2003, descreveu o produtor como um construtor de momentos emocionais.

Nascido em São Paulo em 1939, ele ganhou um violão de uma tia na adolescência e, em 1957, virou vocalista da banda de rock The Avallons. Atuou no Teatro de Arena e, em 1963, assumiu a coordenação da programação da TV Excelsior, onde propôs festivais inspirados no de San Remo, na Itália. Mais tarde dirigiu musicais e documentários para a televisão, comandou a programação da Rede Tupi e fundou a rede de rádio Antena 1.


Jessica Lange diz sentir que a carreira de atriz está chegando ao fim

A atriz americana Jessica Lange, conhecida pelos papéis na série American Horror Story, afirmou em entrevista que sente estar perto do fim da carreira. Segundo ela, o filme mais recente, uma versão de Long Day’s Journey Into Night em que interpreta a personagem Mary Tyrone, seria uma forma adequada de encerrar a trajetória nas telas. A atriz disse que terminar com esse trabalho talvez não seja uma maneira ruim de se despedir.

Lange apontou a falta de papéis interessantes para atrizes de mais idade e o esforço necessário para tirar novos projetos do papel como fatores que pesam em sua avaliação. Ela mencionou ainda uma cinebiografia da atriz Marlene Dietrich, plano antigo dela, e admitiu que esse filme talvez nunca seja feito. Recentemente, voltou a American Horror Story na 13ª temporada, depois de ter participado das quatro primeiras fases da série de antologia.

Nascida em 1949 em Cloquet, nos Estados Unidos, Lange estreou no cinema em King Kong, de 1976, e se tornou a 13ª atriz a conquistar a chamada Tríplice Coroa de Atuação. Ganhou dois Oscars, por Tootsie e Céu Azul, três prêmios Emmy, cinco Globos de Ouro e um Tony, recebido em 2016 pela remontagem na Broadway de Long Day’s Journey into Night, a mesma peça que agora levou ao cinema no papel de Mary Tyrone.


O Bosque Selvagem, maior produção em stop-motion já feita, chega aos cinemas

Está em cartaz nos cinemas O Bosque Selvagem, animação em stop-motion do estúdio americano Laika, apresentada como a maior e mais cara produção já feita nessa técnica. O filme custou 100 milhões de dólares, tem duas horas e dez minutos de duração e adapta o livro infantojuvenil do músico Colin Meloy. A história acompanha Prue, uma garota que entra numa floresta mágica atrás do irmão caçula, levado por um bando de corvos.

A produção consumiu dezesseis anos de desenvolvimento e reuniu 233 marionetes, 132 cenários feitos à mão e mais de 1.000 profissionais. Cada cinco segundos de filme exigiram uma semana de trabalho da equipe. O diretor Travis Knight, que também comanda a Laika, disse que o stop-motion não é o caminho mais óbvio nem o mais fácil para fazer cinema, mas é o que melhor transmite significado ao público.

Na técnica, bonecos e cenários reais são movidos e fotografados quadro a quadro, e são necessários cerca de 24 quadros para cada segundo de animação. A Laika fez apenas seis longas em 21 anos, entre eles Coraline, de 2009, e Kubo e as Cordas Mágicas, de 2016, enquanto estúdios como Pixar e DreamWorks lançam de dois a três filmes por ano. O Estranho Mundo de Jack, de 1993, está entre os títulos mais conhecidos do gênero.


Morre aos 49 anos Mulher Banana, pioneira das cantoras trans no funk carioca

A cantora Julyana de Souza Pontes, conhecida como Mulher Banana e Garota X, uma das pioneiras da presença de mulheres trans no funk carioca, morreu aos 49 anos na sexta-feira (30), na cidade de Nova Iguaçu, região metropolitana do Rio. Ela foi encontrada morta em casa, no bairro Engenho Pequeno. A família informou que o atestado de óbito registra morte súbita; a 52ª Delegacia de Polícia apura as circunstâncias, e o corpo foi levado ao Instituto Médico-Legal.

Julyana começou numa rádio carioca, fazendo paródias de sucessos do funk que os ouvintes passaram a pedir no lugar das gravações originais, e adotou o nome Garota X em homenagem à apresentadora Xuxa. Em 2003, passou a se apresentar com a Furacão 2000. O apelido Mulher Banana veio de uma música própria, lançada na época das chamadas mulheres-fruta. As cantoras MC Xuxú e Tati Quebra Barraco publicaram homenagens nas redes sociais.

A artista defendia que o funk podia abrir oportunidades de trabalho e dar visibilidade a pessoas trans e travestis, e em 2015 disse estar satisfeita ao ver novas cantoras trans nos palcos, embora apontasse falta de união entre elas. Fora da música, cuidava de gatos abandonados num espaço que chamava de santuário. A Furacão 2000, nascida da fusão de duas equipes de som na década de 1970, popularizou o funk carioca pelo país nos anos 1990.


BTS encerra shows no Brasil com camisas da seleção e despedida em português

O grupo sul-coreano BTS fez neste sábado (31), no Estádio do MorumBis, em São Paulo, o último show da passagem da turnê BTS World Tour: Arirang pelo Brasil. Pouco antes de cantar Butter, Dynamite e Ddaeng, os integrantes RM, Jin, Suga, J-Hope, Jimin, V e Jungkook apareceram com camisas da seleção brasileira, agradeceram ao público do país e arriscaram passos de dança que lembravam o futebol.

V, nome artístico de Kim Taehyung, disse aos fãs, em português, que estava com saudade, que guarda do Brasil algumas de suas lembranças mais felizes e que pretende voltar logo, antes de o grupo retornar à Coreia. Na sexta-feira (30), ele já tinha puxado com a plateia um coro em português. Cada uma das três apresentações reuniu cerca de 84 mil pessoas, e os shows de sexta e sábado também foram exibidos em cinemas.

As apresentações marcaram a volta do BTS ao país sete anos após a passagem anterior, agora com a turnê do sexto álbum de estúdio em coreano, o décimo da carreira. Formado pela Big Hit, o grupo estreou em 2013 e, em 2017, foi o primeiro grupo sul-coreano a receber certificado de ouro nos Estados Unidos, com Mic Drop. Em 2018, os integrantes receberam a Ordem do Mérito Cultural sul-coreana, os agraciados mais novos da história da honraria.

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