
Modelos brasileiras se destacam no desfile da Victoria’s Secret, Jorge Ben Jor reúne 51 mil pessoas em São Paulo e João Gomes lê carta em defesa da democracia durante show. A Feira do Livro de Caxias do Sul faz seu balanço, e uma pesquisa mede o endividamento de fãs de música.
Brasileiras ganham destaque no desfile da Victoria’s Secret de 2026
A grife americana de lingerie Victoria’s Secret realizou no domingo (18), na Califórnia, a edição de 2026 de seu desfile anual, com forte presença de modelos brasileiras. Alessandra Ambrosio cruzou a passarela da marca pela vigésima vez, e Carol Trentini voltou ao evento 17 anos depois de sua última participação. Adriana Lima, Daine Sodré e Gabriela Moura, que já tinham desfilado na edição de 2025, também fizeram parte do elenco, ao lado de nomes estreantes e de veteranas da casa.
A amazonense Luiza Perote estreou no desfile, depois de ganhar projeção internacional nos últimos anos, e Gizele Oliveira, lembrada por ter ajudado uma colega que caiu na passarela da marca em 2017, também voltou a desfilar. O elenco internacional reuniu nomes como Gigi Hadid, Candice Swanepoel, Ashley Graham, Paloma Elsesser e Anok Yai. As apresentações musicais da noite ficaram a cargo das cantoras Tate McRae, Megan Moroney e Megan Thee Stallion e do grupo Katseye, com repertório de sucessos de vários países.
O Victoria’s Secret Fashion Show teve a primeira edição em agosto de 1995, no Plaza Hotel, em Nova York, e passou a ser transmitido pela televisão em 2001. Em 1998, a marca criou as angels, grupo de modelos que se tornou seu principal símbolo, e desde 1996 apresenta nos desfiles o chamado sutiã fantasia, peça coberta de pedras preciosas. Nascida em Erechim, no Rio Grande do Sul, em 1981, Alessandra Ambrosio fez parte das angels e ganhou fama internacional com as apresentações da grife.
Jorge Ben Jor reúne 51 mil pessoas em São Paulo em show de clássicos
O cantor Jorge Ben Jor, de 87 anos, apresentou no sábado (17) o espetáculo “Alquimia Popular Brasileira” para 51 mil pessoas em um estádio de São Paulo, na única apresentação do artista na capital paulista em 2026, com ingressos esgotados. Ao longo de mais de duas horas, acompanhado pela Banda do Zé Pretinho, ele interpretou sucessos de mais de seis décadas de carreira, como “País Tropical”, “Mas Que Nada”, “Chove Chuva”, “Taj Mahal” e “Fio Maravilha”, com o público cantando junto.
O repertório deu espaço ao álbum “A Tábua de Esmeralda”, com imagens inspiradas no disco exibidas nos telões durante “Os Alquimistas Estão Chegando”. Jorge homenageou o amigo Tim Maia com “Do Leme ao Pontal” e “W/Brasil” e se emocionou ao agradecer o carinho da plateia. No fim, recebeu no palco convidados como Simoninha, Samuel Rosa, Edi Rock, Rael e Baby do Brasil. O cantor também está entre as atrações principais do festival Rock The Mountain, em Petrópolis, ao lado de Anitta e Ivete Sangalo.
Jorge Duílio Lima Menezes nasceu em 22 de março de 1939, no Rio de Janeiro, data confirmada por pesquisa em registros civis depois de décadas de versões diferentes. No início dos anos 1960, apresentava-se no Beco das Garrafas, reduto da bossa nova, e ganhou projeção com “Mas Que Nada”, seguida de “Chove Chuva”. Lançado em 1974, “A Tábua de Esmeralda” é considerado o principal trabalho de sua carreira, abriu a fase que ele chamou de alquimia musical e aparece entre os discos mais bem avaliados da música brasileira.
João Gomes lê carta em show e defende educação, SUS e democracia
O cantor João Gomes, de 24 anos, leu uma carta durante um show da turnê “Dominguinho” em Londrina, no Paraná, na noite de sábado (17), em que defendeu a educação, a valorização dos professores, o Sistema Único de Saúde, as cotas nas universidades e a democracia. O artista dividia o palco com Jota.pê e Mestrinho, ambos favoráveis à reeleição de Lula. Ele não citou nenhum dos candidatos à Presidência, mas parte da plateia respondeu ao discurso com gritos de apoio ao presidente.
Na leitura, o cantor contou que, na infância, recebeu uma bolsa para morar na escola por causa da insegurança no bairro onde vivia, agradeceu aos professores que o alfabetizaram e lembrou ter buscado ajuda psicológica em um momento difícil. A manifestação veio depois de dias de cobranças nas redes sociais para que revelasse seu voto no segundo turno. A rapper Flora Matos chegou a dizer que pediria a retirada das plataformas da versão de “Piloto”, música dela, que ele gravou em 2023.
João Fernando Gomes Valério nasceu em 31 de julho de 2002, em Serrita, no interior de Pernambuco, filho de uma agricultora e de um barbeiro. Canta principalmente piseiro e forró de vaquejada e ganhou projeção nacional já com o álbum de estreia, que trouxe sucessos como “Meu Pedaço de Pecado”. Em 2025, conquistou seu primeiro Grammy Latino, na categoria de melhor álbum de raízes em língua portuguesa, com “Dominguinho”, disco feito em parceria com Jota.pê e Mestrinho que dá nome à turnê atual.
Feira do Livro de Caxias do Sul termina com 130 mil visitantes e 34 mil livros vendidos
A 42ª Feira do Livro de Caxias do Sul terminou no domingo (18), na Praça Dante Alighieri, depois de 17 dias de programação, com cerca de 130 mil visitantes e aproximadamente 34 mil exemplares vendidos. O encerramento teve show do duo Tita e Rafa. Passaram pela feira autores conhecidos nacionalmente, como Gustavo Arns, Chico Felitti, Jeferson Tenório e Marcelino Freire. Até sábado, o título mais vendido era “Uma visão poética da Universidade de Caxias do Sul”, de Claudia Velho.
A patrona desta edição, Adriana Antunes, disse que a feira superou as expectativas e fez um balanço positivo do evento. O coordenador, Cássio Immig, afirmou que o público ficou na média dos dois anos anteriores apesar do frio e da chuva e citou a conversa entre Chico Felitti e Ivan Mizanzuk, com a praça lotada, como um dos destaques. Já o livreiro Henrique Ribeiro avaliou que o movimento e as vendas ficaram abaixo do esperado, embora o público tenha procurado títulos de literatura brasileira.
Caxias do Sul fica no nordeste do Rio Grande do Sul, a 817 metros de altitude, e é a maior cidade da Serra Gaúcha e a segunda mais populosa do estado, atrás apenas de Porto Alegre. A região foi ocupada a partir da década de 1870 por milhares de imigrantes, a maioria italianos do Vêneto, além de alemães, franceses, espanhóis e poloneses. Antes de receber o nome atual, a localidade foi chamada de Campo dos Bugres, Colônia de Caxias e Santa Teresa de Caxias, nome usado até 1890.
Um em cada três fãs já se endividou para ir a shows, aponta pesquisa
Um levantamento feito pelo Instituto Opinion Box a pedido da Serasa, em parceria com o Mapa dos Festivais, indica que 33% dos frequentadores de shows e festivais no Brasil já contraíram dívidas para participar desses eventos. A mesma parcela disse ter usado a reserva de emergência para pagar os programas, e 14% deixaram de quitar uma conta básica para ir a uma apresentação. Foram ouvidas 930 pessoas entre 7 e 17 de agosto de 2026, com margem de erro de 3,2 pontos percentuais.
Segundo a pesquisa, 52% dos entrevistados gastaram mais de 600 reais no último evento musical, e 33% desembolsaram mais de mil reais. Embora 83% digam se planejar financeiramente, e 45% comecem a se organizar de um a três meses antes, 39% já se arrependeram de algum gasto com shows, seja porque a experiência ficou abaixo do esperado, seja porque gastaram além do previsto. A especialista em educação financeira Aline Vieira, da Serasa, recomenda incluir no orçamento transporte, alimentação e hospedagem, e não apenas o ingresso.
Fundada em 1968 a partir de uma proposta da Federação Brasileira de Bancos, a Serasa nasceu como um esforço conjunto de várias instituições financeiras para unificar formulários e relatórios e montar um cadastro único de clientes. A intenção era tornar mais rápidas as decisões bancárias e reforçar o controle do sistema financeiro. Atualmente, a marca Serasa Experian, sediada em São Paulo, pertence ao grupo internacional Experian e oferece análises e dados que orientam a concessão de crédito e outras decisões de empresas.