CULTURA: Resumo em 21 Out 2026

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Ilustração de uma sala de cinema com poltronas diante da tela
Imagem ilustrativa gerada por IA; não representa uma fotografia do fato.

O resumo cultural desta quarta-feira traz o longa London na 50ª Mostra de Cinema de São Paulo, o prêmio da Biblioteca Nacional para Adélia Prado, o pedido de desculpas de Milton Cunha a Pabllo Vittar, o vídeo de Roger Waters em apoio a Lula e o novo programa de auditório de Regina Casé na internet.

Premiado no Rio e em Veneza, London entra na programação da 50ª Mostra de São Paulo

O longa London, escrito e dirigido por Victor Di Marco e Márcio Picoli, tem sessões nesta quarta-feira (21) e em 29 de outubro na 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que segue até o dia 29. O filme chega depois de levar três troféus no Festival do Rio: melhor ator, para Di Marco, melhor figurino, para Samy Still, e o prêmio da crítica internacional de melhor filme brasileiro. Antes, recebeu o Queer Lion em Veneza.

Ao receber o prêmio no Rio, Di Marco falou da importância de artistas com deficiência no audiovisual e lembrou a avó, que o incentivou a atuar. Rodado em Porto Alegre, o filme teve a produção afetada por uma grande enchente pouco antes das filmagens. A edição comemorativa da Mostra, que já havia anunciado sessões infantis no Itaú Cultural, também exibe 11 filmes armênios, entre clássicos restaurados de Artavazd Pelechian e obras recentes, com um instituto armênio como patrono.

A Mostra foi criada em 1977 pelo crítico Leon Cakoff, que antes organizava no Museu de Arte de São Paulo exibições de filmes estrangeiros inéditos, muitas vezes sem legenda. Realizada sem fins lucrativos por uma associação própria, hoje dirigida por Renata Almeida, ela ocorre tradicionalmente em outubro e entrega seus prêmios no último dia. Foi pelo festival que obras de cineastas armênios soviéticos e da diáspora, como Sergei Paradjanov e Atom Egoyan, chegaram ao público brasileiro.


Adélia Prado, aos 90 anos, vence o prêmio de poesia da Biblioteca Nacional

A Fundação Biblioteca Nacional anunciou nesta terça-feira (20) os vencedores de seu prêmio literário de 2026, e a poeta mineira Adélia Prado ganhou a categoria de poesia com O Jardim das Oliveiras, seu primeiro livro de inéditos em mais de dez anos. A filha, Ana Beatriz Prado, disse que a mãe recebeu a notícia com alegria e trata a obra como um filho. A autora se recupera de um acidente doméstico sofrido na segunda-feira (19).

Paulliny Tort venceu em romance com Os Imortais, sobre neandertais que adotam uma criança da nossa espécie, e Maria Valéria Rezende levou a categoria de contos com Recapitulações. O cacique Raoni foi premiado em tradição oral por sua autobiografia, e o músico DJ Dolores, em crônica. Cada vencedor recebe R$ 30 mil. Adélia também é finalista do Prêmio Jabuti deste ano pelo mesmo livro, que reúne 25 poemas.

Nascida em Divinópolis em 1935, Adélia Prado foi professora por 24 anos antes de se dedicar à escrita. Seu livro de estreia, Bagagem, de 1976, chegou ao público com o incentivo de Carlos Drummond de Andrade. Em 2024, ela recebeu o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra, e o Prêmio Camões, a principal distinção literária da língua portuguesa. Sua poesia trata do cotidiano com forte presença da fé cristã.


Milton Cunha pede desculpas a Pabllo Vittar após atribuir a ela fala que não fez

O carnavalesco Milton Cunha, de 64 anos, publicou nesta terça-feira (20) um vídeo em suas redes sociais com um pedido de desculpas a Pabllo Vittar. Em participação no programa Blogueirinha Entrevista, do Multishow, ele havia dito que a artista se apresentou como a primeira mulher trans a desfilar em destaque numa grande escola de samba e que ela desconhecia a história de pioneiras como Rogéria e Jane Di Castro.

A apresentadora contestou durante a entrevista e lembrou que Pabllo é drag queen, e não uma mulher trans. No vídeo, Milton reconheceu ter cometido um erro grosseiro, disse que atribuiu à cantora uma frase que ela não falou e uma identidade que não é a dela, e pediu perdão também à comunidade LGBTQIAPN+. Ele afirmou que vem estudando as nomenclaturas corretas. Até a publicação das reportagens, Pabllo não havia comentado o episódio.

Pabllo Vittar, nome artístico de Phabullo Rodrigues da Silva, nasceu em São Luís em 1993 e ganhou projeção com a música Open Bar, de 2015, antes de integrar o programa Amor & Sexo, da TV Globo. Ativista dos direitos LGBT, foi incluída em 2019 pela revista Time na lista de líderes da próxima geração. No Carnaval de 2018, desfilou na Marquês de Sapucaí pela Beija-Flor de Nilópolis, escola que foi campeã naquele ano.


Roger Waters grava vídeo de apoio a Lula e ataca Flávio Bolsonaro

O músico britânico Roger Waters, cofundador do Pink Floyd, publicou nesta terça-feira (20) um vídeo em que declara apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. Ele disse ter conhecido Lula pessoalmente e o descreveu como um homem honesto. Na gravação, chamou o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o pai dele de babacas e afirmou que o candidato está aliado aos Estados Unidos para explorar recursos naturais do Brasil.

O foco do apelo foi a abstenção: Waters pediu que o comparecimento chegue a 90% ou mais do eleitorado, ante os 78% do primeiro turno, e sugeriu que os eleitores levem até as avós para votar. No fim, citou a vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018, a quem chamou de amiga. A campanha de Lula tem lembrado a relação de Flávio com o ex-policial Adriano da Nóbrega, investigado no caso.

Nascido em 1943 na Inglaterra, Waters foi baixista e vocalista do Pink Floyd, banda de rock progressivo que ajudou a fundar nos anos 1960. Não é a primeira vez que ele se manifesta sobre a política brasileira: em 2022, enviou um vídeo a um ato da campanha de Lula em São Paulo, e, durante a turnê This Is Not a Drill, esteve com o presidente no Palácio do Planalto, em outubro de 2023.


Regina Casé anuncia programa de auditório em canal do YouTube a partir de 2027

A apresentadora Regina Casé vai comandar um programa de auditório no canal DiaTV, no YouTube, com estreia prevista para maio de 2027. Chamada provisoriamente de Festa da Regina, a atração foi apresentada por ela nesta terça-feira (20) na YouTube Fair, encontro dedicado a quem produz vídeos para a plataforma. Gravado no Rio de Janeiro, o programa terá plateia, música e convidados famosos e anônimos, inspirado nas festas que ela promove em casa.

Regina contou que imaginava fazer um podcast, mas o executivo Rafa Dias, da produtora do canal, propôs algo maior, e disse que sentia falta de um lugar para dançar e sambar toda semana. A estreia depende da venda de cotas de patrocínio, e ela convidou marcas a conhecer o projeto. A fórmula lembra a do Esquenta!, que a apresentadora comandou na TV Globo entre 2011 e 2017.

Nascida no Rio de Janeiro em 1954, Regina Casé ficou conhecida nos anos 1970 com o grupo de teatro Asdrúbal Trouxe o Trombone, do qual foi uma das fundadoras, e depois ganhou projeção no cinema e na televisão, sobretudo em comédias. Recebeu prêmios por filmes como Eu, Tu, Eles e Que Horas Ela Volta?. Desde janeiro de 2024, depois de mais de 40 anos de vínculo exclusivo, ela trabalha com a Globo apenas em projetos específicos.

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