
Os destaques da cultura incluem a primeira festa literária de uma escola de Alagoinhas, na Bahia, o mal-estar de Miriam Leitão durante um telejornal ao vivo, a investigação de uma denúncia de estupro contra MC Poze do Rodo, a morte do apresentador Roberto Maya, aos 91 anos, e a conclusão da polícia americana sobre a morte de Hayden Panettiere.
Escola de Alagoinhas faz sua primeira festa literária e lança livro de poesias dos alunos
A Escola Municipal Maria Feijó, em Alagoinhas, na Bahia, realizou a primeira edição de sua festa literária, que reuniu estudantes, professores, gestores e a comunidade em torno da leitura e da escrita. O destaque foi o lançamento de um livro de poesias escrito por alunos do 4º e do 5º ano do ensino fundamental, com primeira tiragem de mais de 90 exemplares, viabilizada por pessoas que se dispuseram a comprar a obra. Os poemas foram produzidos no início do ano e depois organizados para publicação.
A programação incluiu o projeto História de Mestres, que homenageou a professora Genalva, ex-diretora e hoje vice-diretora, e a professora Iracema, que faz parte da equipe desde 2019. A gestora Degeane Andrade da Silva disse que a festa concretiza um sonho coletivo da escola. A coordenadora pedagógica Geisa Lima, autora da proposta, afirmou que o livro estimulou a escrita, e o aluno Robert Ferreira contou que nunca imaginou participar de um livro e que sentiu vergonha no início.
Alagoinhas é um município do Agreste baiano cuja origem remonta à Freguesia de Santo Antônio das Alagoinhas, criada em 1816, na então Capitania da Bahia. O povoado cresceu às margens da Estrada dos Boiadeiros, caminho que ligava Salvador aos sertões do Piauí, e registros da Igreja já citavam a capela que lhe deu origem em 1748. A coordenadora havia testado uma iniciativa parecida em outra escola antes de levá-la à cidade, desta vez com foco na poesia e na autoria dos próprios estudantes.
Miriam Leitão sente tontura ao vivo e termina comentário ao lado da apresentadora
A jornalista Miriam Leitão passou mal durante a participação ao vivo no telejornal Edição das 18h, da GloboNews, nesta quarta-feira (28). Enquanto comentava a política econômica, em meio à cobertura da saída do senador Flávio Bolsonaro do país, ela teve dificuldade para concluir o raciocínio, disse que sentia um pouco de tontura e pediu para continuar ao lado da apresentadora, que perguntou se ela estava bem e a amparou na bancada diante das câmeras.
A comentarista respondeu que estava bem e lembrou que Malu Gaspar, outra comentarista do canal, costuma ficar naquela posição por usar um tablet. Com a concordância da âncora, Miriam permaneceu ao lado dela e terminou o comentário. Ela não explicou a causa do mal-estar, e o vídeo do momento circulou nas redes sociais. A jornalista tem 73 anos, trabalha no grupo de comunicação desde 1991 e está no canal de notícias desde a sua criação, em 1996.
Nascida em Caratinga, em Minas Gerais, em 1953, Miriam Leitão é jornalista, economista e escritora, formada pela Universidade de Brasília, e ocupa a cadeira 7 da Academia Brasileira de Letras. Ela também comenta economia no Bom Dia Brasil e assina a coluna Panorama Econômico. Em 1972, aos 19 anos e grávida, foi presa e torturada pela ditadura militar por ser militante do PCdoB. Ao longo da carreira, passou por jornais, revistas, rádios e emissoras de televisão.
Polícia investiga denúncia de estupro contra MC Poze feita por adolescente de 16 anos
A Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima, no Rio de Janeiro, investiga a denúncia de uma adolescente de 16 anos que acusa o cantor MC Poze do Rodo de estupro. O registro foi feito nesta quarta-feira (28), mas o caso teria ocorrido em 26 de setembro, por volta das 22h, durante uma festa na casa do artista, no Recreio dos Bandeirantes. Segundo o boletim de ocorrência, a jovem estava sob efeito de bebida e de drogas e não estava plenamente consciente.
A advogada Daiana Andrade, que representa a adolescente, afirma que a jovem exigiu o uso de preservativo e que o cantor se recusou e continuou. Pelo relato, cerca de dois dias depois ela teria sido coagida a voltar à casa, onde ele teria ficado com seu celular e a obrigado a tomar remédios sob ameaça. A defesa pediu medidas protetivas, e a jovem fez exames no IML. A Polícia Civil disse que os suspeitos serão intimados, e a defesa do cantor não se manifestou.
Nascido na Favela do Rodo, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, Marlon Brendon Coelho Couto da Silva ficou conhecido com o sucesso Tô Voando Alto, de 2019. O cantor responde em liberdade a um processo por tortura e cárcere privado e já foi preso por apologia ao crime em 2019. Em 15 de abril de 2026, foi detido em uma operação da Polícia Federal contra suposta lavagem de dinheiro de uma organização criminosa e foi solto em 14 de maio, após um habeas corpus.
Morre aos 91 anos Roberto Maya, apresentador do Documento Especial
O ator, dublador e apresentador Roberto Maya morreu na terça-feira (27), aos 91 anos, em Campinas, no interior de São Paulo, por insuficiência respiratória. Ele foi levado ao Hospital Beneficência Portuguesa da cidade por volta das 14h e morreu às 17h30. Nascido em Campinas em 5 de janeiro de 1935, chamava-se Robert Clemente Holtmann e estava aposentado desde 2016. O sepultamento foi no Cemitério Parque Flamboyant, e o SBT divulgou uma nota de pesar.
Maya ganhou projeção nacional ao apresentar e narrar o jornalístico Documento Especial, entre 1989 e 1998, exibido pela Manchete, pelo SBT e pela Bandeirantes e conhecido por reportagens sobre temas sociais. Estudou na Escola de Arte Dramática da USP e começou no rádio e na dublagem, e deu voz ao tigre Shere Khan em Mogli, o Menino Lobo. Atuou em novelas como Final Feliz e Paraíso Tropical, de 2007, e protagonizou filmes de Walter Hugo Khouri.
Maya começou nos anos 1950 como radioator e estreou no cinema em 1961, em Teus Olhos Castanhos. Na Rede Tupi, fez Simplesmente Maria, em 1968, e Éramos Seis, em 1977. Em 1983, foi chamado pela recém-criada Manchete para o Jornal da Manchete, telejornal de duas horas, onde ficou até 1989. O Documento Especial, criado por Nelson Hoineff, estreou em 2 de agosto de 1989 com um formato de documentário que mostrava os fatos sem retoques.
Polícia dos EUA conclui que a morte de Hayden Panettiere foi acidental
A polícia de Greenville, na Carolina do Sul, nos Estados Unidos, encerrou a investigação sobre a morte da atriz Hayden Panettiere e concluiu que ela foi acidental. O resultado, divulgado nesta quarta-feira (28), seguiu a determinação do médico legista, segundo a qual a causa foram os efeitos tóxicos de fentanil, 4-ANPP, alprazolam, metocarbamol e quetiapina. A atriz morreu aos 36 anos, em 16 de agosto, em um imóvel alugado por aplicativo na cidade.
Socorristas foram chamados por volta das 13h50 para atender a uma parada cardiorrespiratória e tentaram reanimá-la, mas o óbito foi declarado às 14h32. Em 2022, Panettiere havia revelado um vício em drogas e álcool que, segundo ela, quase lhe custou a vida, e relatou ter enfrentado depressão pós-parto. O irmão dela, o ator Jansen Panettiere, morreu em 2023, aos 28 anos, por complicações cardíacas. O trabalho mais recente da atriz foi o suspense Sleepwalker, lançado em janeiro de 2026.
Nascida em 1989, em Palisades, Panettiere apareceu pela primeira vez na televisão aos 11 meses, em um comercial. Ficou conhecida como Claire Bennet na série Heroes, entre 2006 e 2010, e como Juliette Barnes em Nashville, papel que lhe rendeu duas indicações ao Globo de Ouro. Também atuou em Duelo de Titãs, de 2000, e em dois filmes da franquia Pânico, e foi indicada ao Grammy pelo álbum narrado de Vida de Inseto, de 1998.