ESPORTES: Resumo em 17 Out 2026

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Ilustração de uma bola de futebol sobre o gramado
Imagem ilustrativa gerada por IA; não representa uma fotografia do fato.

O fim de semana esportivo começou com despedida e emoção. O judô brasileiro perdeu seu primeiro medalhista olímpico, Arthur Nory se machucou na estreia do Mundial de ginástica, o Bahia largou na frente do São Paulo na Copa do Brasil Feminina e o Mirassol venceu um confronto direto contra o rebaixamento. Há ainda novidades na Stock Car, na seleção e no futsal.

Morre Chiaki Ishii, primeiro medalhista olímpico do judô brasileiro, aos 85 anos

O judô brasileiro perdeu na sexta-feira (16) um de seus maiores pioneiros. Chiaki Ishii, primeiro atleta do país a conquistar medalhas em Olimpíada e em Campeonato Mundial na modalidade, morreu aos 85 anos. A causa da morte não foi informada. Ishii entrou para a história do esporte nacional ao ganhar a medalha de bronze nos Jogos de Munique, em 1972, apenas um ano depois de garantir um pódio inédito para o Brasil no Mundial de Ludwigshafen, cidade que na época pertencia à Alemanha Ocidental, também com o bronze. As duas conquistas abriram o caminho para que o judô se tornasse, nas décadas seguintes, uma das modalidades que mais rendem medalhas olímpicas ao país, com uma longa lista de campeões e campeãs formados nos tatames brasileiros. Sua trajetória é vista como um marco para o judô nacional.

A trajetória de Ishii começou longe do Brasil. Nascido em Ashikaga, no Japão, ele desembarcou no país em 1964, aos 22 anos, em busca de novas oportunidades, depois de não conseguir uma vaga na seletiva japonesa para os Jogos Olímpicos daquele ano, disputados justamente em Tóquio. No começo, chegou a trabalhar como agricultor em uma colônia de imigrantes japoneses em Presidente Prudente, no interior de São Paulo, mas não demorou a voltar ao judô. Em 1969, decidiu se naturalizar brasileiro, o que permitiu que passasse a defender as cores do país em competições internacionais. Dois anos depois veio o bronze no Mundial, o primeiro do Brasil na história do torneio. Além dos pódios mundial e olímpico, ele foi quatro vezes campeão em Jogos Pan-Americanos, consolidando-se como referência no continente.

A Confederação Brasileira de Judô lamentou a perda em nota assinada pelo presidente Paulo Wanderley. Na mensagem, o dirigente afirmou que o judô nacional se despedia de uma de suas maiores referências e definiu Ishii como alguém que apostou no talento brasileiro quando poucos o faziam e que levou o judô nacional a ser respeitado lá fora. Wanderley ressaltou que o legado do mestre não estava apenas nas medalhas, mas também nos atletas que formou, nos ensinamentos que transmitiu e no caminho aberto para tantas gerações, e desejou que sua memória continue inspirando todos os que vestem um judogi. O Comitê Olímpico do Brasil também se manifestou, destacando que a contribuição do ex-judoca foi muito além dos resultados conquistados como atleta, e prestou solidariedade à família, aos amigos, aos ex-alunos e a todos os praticantes da modalidade.

Depois de deixar as competições, Ishii se dedicou à formação de novos talentos na academia que mantinha no bairro da Lapa, na zona oeste de São Paulo. Por lá passaram judocas que mais tarde também subiriam ao pódio olímpico, como Walter Carmona, bronze em Los Angeles 1984, e Rafael Silva, o Baby, dono de dois bronzes olímpicos na categoria pesado. A influência do mestre também chegou à própria família: as filhas Tânia Chie Ishii e Vânia Yukie Ishii seguiram no judô e representaram o Brasil nos Jogos de Barcelona 1992, Sydney 2000 e Atenas 2004. O trabalho como professor é apontado pelas entidades do esporte como parte central de seu legado, ao lado das medalhas que conquistou como atleta, e ajudou a espalhar pelo país a escola japonesa da modalidade.

Ao longo da vida, Ishii recebeu algumas das principais honrarias do esporte brasileiro. Ele fazia parte do Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil e, em 2023, foi contemplado com o Troféu Adhemar Ferreira da Silva, entregue a atletas que construíram um legado consistente para o esporte nacional. Pela história vitoriosa, também recebeu a graduação de 9º dan, a chamada Kodansha, condecoração de Ordem ao Mérito concedida pela confederação e considerada a maior honraria do judô no país. A morte do pioneiro provocou homenagens de atletas, técnicos e dirigentes nas redes sociais ao longo da sexta e do sábado. Para o judô brasileiro, que hoje coleciona dezenas de medalhas em Mundiais e Olimpíadas, a despedida de Ishii representa o fim de uma era e a lembrança de onde tudo começou.

Arthur Nory sofre corte no rosto e deixa estreia do Brasil no Mundial de ginástica

A estreia da equipe masculina brasileira no Campeonato Mundial de Ginástica Artística, disputado em Roterdã, na Holanda, foi marcada por um susto neste sábado (17). Arthur Nory sofreu uma queda durante sua série na barra fixa, atingiu a barra com o rosto e abriu um ferimento na região entre os olhos. O ginasta recebeu atendimento médico no próprio ginásio, levou quatro pontos e foi retirado do restante da competição por recomendação da equipe médica da seleção. De acordo com os médicos, ele não apresentou sinais de concussão e estava bem depois do atendimento. Nory tentava uma série de alta dificuldade justamente para buscar uma vaga na final do aparelho, no qual já foi medalhista em Mundiais. Antes do acidente, ele tinha passado pelas paralelas e recebido 13,500, nota que nenhum outro brasileiro superou naquele aparelho.

O próprio atleta contou que tentou convencer os médicos a deixá-lo voltar. Segundo Nory, ele chegou a pedir que amarrassem uma faixa em sua cabeça, como fazem os lutadores, para que pudesse se apresentar no solo, porque sabia da importância da nota para a pontuação da equipe. A decisão, porém, foi preservar o ginasta. Ele mesmo reconheceu que era preciso pensar em um objetivo maior, que é estar inteiro para lutar por uma vaga olímpica. Mesmo fora das provas seguintes, Nory permaneceu no ginásio para acompanhar e incentivar os companheiros de seleção. A ausência dele nas rotações seguintes, no entanto, teve impacto direto no resultado, já que o Brasil ficou sem a possibilidade de descartar a pior nota no solo e no salto, aparelhos em que todos os integrantes restantes precisaram competir.

Mesmo com o imprevisto, os demais ginastas completaram as apresentações nos seis aparelhos e somaram 232,694 pontos, resultado que deixou o país provisoriamente em quarto lugar por equipes. A classificação final ainda depende do encerramento de todas as subdivisões das eliminatórias. O melhor desempenho coletivo veio no salto, com 40,065 pontos, graças às notas de Vitaliy Guimarães, que marcou 13,633, Diogo Soares, com 13,566, e Patrick Sampaio, com 12,866. Na barra fixa, a equipe alcançou 39,933 e, nas paralelas, 39,399. O cavalo com alças rendeu 38,833 pontos, com destaque para Vitaliy, que fez 13,400, enquanto o estreante em Mundiais Johnny Oshiro registrou 12,900. Nas argolas, o país somou 37,366, prejudicado por uma queda de Oshiro na saída de uma série que vinha sendo bem executada. A pontuação ainda pode mudar de posição conforme as outras equipes se apresentarem.

O solo foi o aparelho mais difícil para os brasileiros. Sem Nory, a equipe fez 37,098 pontos, e Vitaliy Guimarães também sofreu uma queda durante sua apresentação. Diogo Soares marcou 12,966 e Patrick Sampaio, 12,766. No individual geral, Diogo terminou com 77,564 pontos e Vitaliy, com 76,565. A dupla depende do encerramento da fase classificatória, no domingo (18), para descobrir se estará entre os finalistas. O Mundial de Roterdã começou neste sábado e vai até o dia 25 de outubro. A final masculina por equipes está marcada para terça-feira (20), e o geral individual dos homens fica para quinta (22). Já as disputas de cada aparelho ocorrem em 24 e 25 de outubro, encerrando a programação de uma das competições mais importantes do ciclo olímpico atual. A programação inclui também as provas femininas.

O torneio tem peso especial porque distribui as primeiras vagas para os Jogos de Los Angeles 2028. Três vagas por equipe em cada naipe estão em jogo, e os países que subirem ao pódio garantem cinco atletas na próxima Olimpíada. No feminino, o Brasil chega como uma das forças, depois da medalha inédita por equipes conquistada na última edição dos Jogos, embora não conte com Rebeca Andrade em todos os aparelhos. No masculino, a expectativa é bem mais modesta. Dono do ouro olímpico das argolas em 2012 e da prata quatro anos depois, no Rio, Arthur Zanetti avaliou antes da competição que a equipe masculina não chegava em condições de brigar por uma vaga direta e explicou que a preparação foi cautelosa, com controle de carga para atletas mais experientes, como Caio Souza e o próprio Nory.

Bahia vence o São Paulo e abre vantagem nas quartas da Copa do Brasil Feminina

O Bahia saiu na frente do São Paulo nas quartas de final da Copa do Brasil Feminina. Jogando em Aracaju, no Batistão, as Mulheres de Aço bateram as Soberanas, donas do título brasileiro, por 2 a 1 na sexta-feira (16), na ida. O reencontro será em Campinas, no Brinco de Ouro da Princesa, na quarta-feira (21), com bola rolando às 19h de Brasília. Com o resultado, o time baiano pode empatar para chegar às semifinais pelo segundo ano seguido. Já as paulistas precisam vencer por pelo menos dois gols de diferença para avançar sem precisar da disputa por pênaltis. O duelo reuniu várias jogadoras que haviam defendido suas seleções na última data Fifa, como as goleiras Yanne, do Bahia, e Carlinha, além das zagueiras Carol Gil e Tayla, do time paulista.

O Bahia foi eficiente no primeiro tempo e abriu o placar logo aos nove minutos. A volante Ángela Gómez recebeu de Roqueline dentro da área e dividiu a bola com a zagueira Carol Gil. A bola subiu, encobriu a goleira Carlinha e entrou, colocando as donas da casa em vantagem. O São Paulo chegou a balançar as redes aos 20 minutos, quando Aline Milene recebeu um lançamento longo de Serrana e finalizou livre diante de Yanne, mas a arbitragem anulou o lance por impedimento. Aos 38, o time baiano ampliou. A zagueira Isa Fernandes avançou ao ataque, trocou passes com Gómez, invadiu a área e chutou no canto, sem chance para Carlinha. Havia cerca de dois meses que a defesa tricolor não era vazada duas vezes num só jogo, desde uma derrota por 3 a 0 para a Ferroviária, quando atuou com reservas.

O time paulista voltou melhor do intervalo e diminuiu logo aos dois minutos do segundo tempo. A atacante Isa abriu a jogada pela direita com Serrana, que atuava improvisada na lateral no lugar de Bruna Calderan, afastada para tratar fraturas na mandíbula. O cruzamento encontrou Kesia Senna, que havia acabado de entrar, e a atacante cabeceou para as redes. A partir daí, as Soberanas passaram a pressionar em busca do empate. O gol quase saiu aos 37 minutos, em um lance de muito azar. Mylena Carioca, outra jogadora que entrou no segundo tempo, recebeu de Kesia Senna e encobriu Yanne, mas a bola quicou em um buraco no gramado, mudou de direção e bateu na trave, dando tempo para a zagueira Tchula afastar o perigo antes que a bola cruzasse a linha.

Mesmo depois da expulsão do técnico Thiago Viana por reclamação, o São Paulo seguiu no ataque e parou, como em boa parte do jogo, nas defesas de Yanne. A melhor chance veio aos 40 minutos, quando Mylena Carioca arriscou da entrada da área em direção ao ângulo esquerdo. A goleira do Bahia se esticou e desviou a bola com a ponta dos dedos, garantindo a vitória das anfitriãs e sendo um dos grandes destaques da noite. A atuação reforçou o bom momento da goleira, que tem sido lembrada nas convocações da seleção brasileira. Para o Bahia, o resultado tem sabor especial por ter sido construído diante das campeãs nacionais, um dos elencos mais fortes do país, e por manter o clube vivo na briga por uma vaga entre os quatro melhores da competição pelo segundo ano seguido.

A Copa do Brasil Feminina vive uma fase decisiva, e os confrontos das quartas de final reúnem algumas das principais equipes do país. Em outro duelo da fase, o Fluminense venceu o Flamengo no jogo de ida e também abriu vantagem para a partida de volta. O torneio ganhou importância nos últimos anos com o crescimento do futebol feminino no Brasil, que tem atraído mais público aos estádios e mais investimentos dos clubes. O jogo de volta entre Bahia e São Paulo, em Campinas, promete ser equilibrado, já que o time paulista tem um elenco recheado de jogadoras de seleção e precisará se lançar ao ataque desde o início. As baianas, por outro lado, chegam embaladas pela vitória e com a confiança de quem já conseguiu superar as atuais campeãs dentro de campo, o que aumenta a expectativa para a decisão.

Mirassol vence o Internacional com um a mais e se afasta da zona de rebaixamento

Em um confronto direto na luta contra o rebaixamento, o Mirassol levou a melhor. O time do interior paulista derrotou o Internacional por 2 a 0, no Estádio Maião, na partida que abriu a 31ª rodada do Campeonato Brasileiro na noite de sexta-feira (16). Com a vitória, o Leão subiu para o 14º lugar, com 36 pontos, quatro a mais que o próprio Colorado, primeiro time dentro da zona de rebaixamento, formada pelas quatro piores campanhas da competição. Com 32 pontos, o time gaúcho ocupa o 17º lugar e ainda pode perder mais uma posição caso o rival Grêmio vença o Cruzeiro neste domingo (18), às 16h, em Porto Alegre. A situação deixa a dupla Grenal pressionada na reta final, com poucas rodadas restantes para tentar escapar da queda para a Série B.

O Inter viu a tarefa se complicar cedo, com 14 minutos no relógio. Matheus Cunha deixou a área na tentativa de se antecipar a Bruno Santos, mas se atrasou, derrubou o adversário e recebeu o cartão vermelho direto. Kauan Jesus entrou para substituí-lo. Mesmo com a vantagem numérica, o Mirassol demorou a transformar a superioridade em gols. A melhor chance do primeiro tempo surgiu em uma cobrança de falta do lateral Reinaldo: o goleiro reserva defendeu, e no rebote o meia Eduardo acertou o travessão. No segundo tempo, logo aos dois minutos, Eduardo teve mais sorte. Ele aproveitou um cruzamento rasteiro de Edson Carioca pela direita e bateu no canto, abrindo o placar para os donos da casa e aliviando a tensão nas arquibancadas do estádio no interior paulista.

Mesmo com um jogador a menos, o Internacional tentou reagir e pressionou. Aos 31 minutos, o zagueiro Bruno Gomes acertou o travessão. Pouco depois, aos 37 e aos 38, o atacante João Bezerra teve duas grandes oportunidades, mas parou primeiro no goleiro Walter e depois no zagueiro João Victor, que salvou praticamente em cima da linha. No contra-ataque, o Mirassol resolveu a partida. Aos 41 minutos, Fernandinho serviu André Luis, que finalizou na saída de Kauan Jesus e garantiu os três pontos. Nos acréscimos, Reinaldo ainda poderia ter ampliado em uma cobrança de pênalti, mas a bola explodiu no travessão. O placar, ainda assim, foi suficiente para dar aos paulistas uma vantagem importante sobre um rival direto e deixar o Colorado em situação delicada na tabela. O Colorado terminou a partida pressionado.

Depois da partida, o técnico Rafael Guanaes explicou por que a equipe teve dificuldade para aproveitar a vantagem numérica desde tão cedo. Para ele, o problema principal não foi tático, mas emocional. O treinador disse que o time sentiu o peso de um confronto direto na reta final do campeonato, jogando em casa, e que a responsabilidade aumentou depois da expulsão. Segundo Guanaes, a circulação de bola ficou lenta e a equipe não conseguiu fazer uma boa leitura do que precisava ser feito em campo durante boa parte do primeiro tempo. O técnico também rebateu a ideia de que a vitória seria obrigatória apenas pela superioridade numérica, lembrando que jogos desse tipo exigem controle emocional e paciência, sobretudo quando a equipe sabe que um tropeço pode complicar a luta contra o rebaixamento.

O resultado ampliou a impressionante sequência do Mirassol contra os clubes gaúchos no Brasileirão. Em seu segundo ano na elite, o Leão chegou a seis vitórias e um empate em sete jogos diante de Inter e Grêmio, com aproveitamento superior a 90%. Foi justamente contra o Grêmio que o time conquistou sua primeira vitória na Série A, por 4 a 1, na quarta rodada da edição de 2025. Ao todo, a equipe comandada por Guanaes marcou 15 gols e sofreu apenas cinco nesses confrontos. A estatística vale apenas para o Campeonato Brasileiro, já que o Mirassol foi eliminado pelo Grêmio na Copa do Brasil deste ano. A dupla Grenal, por sua vez, vive uma das temporadas mais difíceis de sua história recente, com as duas equipes ocupando posições na zona de rebaixamento a poucas rodadas do fim.

Vinicius Junior vive o pior início de temporada no Real Madrid e preocupa Mourinho

Vinicius Junior atravessa o momento mais delicado desde que chegou ao Real Madrid, em 2018. O atacante brasileiro cumpre neste domingo (18) a primeira de quatro partidas de suspensão no Campeonato Espanhol, punição recebida por ter puxado o cabelo do zagueiro Saliba, do Villarreal, no último fim de semana. O gancho também vai tirá-lo do primeiro clássico da temporada contra o Barcelona, marcado para o dia 25, no Camp Nou. Além desses jogos, ele desfalcará o time do técnico José Mourinho nos confrontos contra o Racing Santander, fora de casa, e contra o Valencia, no Bernabéu. A suspensão vale apenas para a competição nacional, e a expectativa do brasileiro é reaparecer entre os titulares na quarta (21), no duelo em que o Real enfrenta, em casa, o RB Leipzig, pela Champions League.

A ausência nos jogos está longe de ser o único problema do camisa 7. O início do brasileiro na temporada 2026/27 tem sido descrito na Espanha como o pior desde sua chegada à capital espanhola. Um gol e três assistências em oito partidas do Campeonato Espanhol não são números desastrosos, mas estão bem abaixo do padrão habitual do jogador. Na temporada passada, ele teve média de 0,6 participação em gol por partida, com 22 gols e dez assistências, índice que agora caiu para 0,4. Nas temporadas 2021/22 e 2023/24, quando foi um dos pilares das conquistas da Champions League, o brasileiro havia registrado médias de 0,73 e 0,84 participação direta em gol por jogo. O que mais preocupa os torcedores, porém, é a sensação de que o atacante perdeu a confiança que o transformou em um dos mais decisivos do mundo.

O próprio Vinicius admite a frustração. Após o triunfo de virada do time espanhol contra a Roma, 4 a 3 na quarta (14), no torneio europeu, ele afirmou estar com raiva de si mesmo por não estar em sua melhor forma. Titular naquela partida, o atacante saiu contrariado aos 14 da etapa final, com o placar de 3 a 1 contra. Quem o substituiu foi Endrick, autor do terceiro gol madridista, que veio depois de Carlos Espí descontar. O zagueiro Antonio Rüdiger garantiu a virada. Nas duas primeiras rodadas da principal competição de clubes da Europa, Vinicius não marcou gols nem deu assistências, uma situação incomum para um jogador acostumado a decidir partidas importantes do torneio e que já foi eleito o melhor do mundo em premiações internacionais.

Por enquanto, o atacante ainda conta com o apoio público de José Mourinho, embora o treinador não esconda a preocupação. Há duas semanas, o português disse que o que mais o entristecia era perceber o quanto o jogador queria voltar a ser o Vinicius que ganha jogos e títulos e faz a diferença, e afirmou sentir a dor do atleta, a quem descreveu como um rapaz extraordinário que trabalha muito para se recuperar. Neste sábado (17), em entrevista coletiva, Mourinho voltou a elogiar o brasileiro, chamando-o de garoto espetacular e de fácil convivência. O técnico chegou a dizer que, se estivesse no lugar do jogador, provavelmente teria forçado uma transferência no último verão europeu para uma liga onde rivais e estádios o respeitassem, em referência aos episódios de hostilidade enfrentados pelo atacante na Espanha.

Parte da imprensa espanhola tem atribuído a queda de rendimento a questões pessoais, incluindo o fim de um relacionamento recente do jogador, anunciado na última semana. A fase ruim também se reflete na seleção brasileira. No fim de setembro, o técnico Carlo Ancelotti reconheceu publicamente o momento difícil do camisa 7 e tentou ajudá-lo durante os amistosos contra a Austrália, incluindo a segunda partida, vencida pelo Brasil por 4 a 2. A situação é acompanhada com atenção pela comissão técnica, que conta com Vinicius como uma das principais peças do ataque. Para o jogador, as próximas semanas serão decisivas: sem poder atuar no Campeonato Espanhol, ele terá apenas os jogos da Champions League para tentar reencontrar o bom futebol e recuperar a confiança da torcida e dos críticos.

Christian Fittipaldi vai reeditar a equipe Fittipaldi na Stock Car a partir de 2027

Christian Fittipaldi vai trazer de volta o nome mais tradicional do automobilismo brasileiro às pistas. O ex-piloto anunciou que vai reeditar a equipe Fittipaldi na temporada 2027 da Stock Car, a principal categoria do esporte a motor no país. Filho de Wilson Fittipaldi Júnior, fundador da única equipe brasileira que disputou a Fórmula 1, Christian terá como sócios na empreitada os engenheiros Adilson Morari e Eduardo Akel. Por enquanto não há pilotos confirmados, e o anúncio dos nomes deve acontecer até o fim de 2026. O projeto prevê integrar as estruturas da Stock Light, categoria de acesso, e da Stock Car, reunindo profissionais, recursos e conhecimento técnico. Na Stock Light, a equipe vai estrear junto com o novo carro desenvolvido pelo braço tecnológico da própria categoria, a AudaceTech.

Christian chega ao projeto depois de uma carreira de destaque em algumas das principais competições do mundo. Depois de vencer a Fórmula 3 Sul-Americana, em 1990, e de levar no ano seguinte o título da antiga Fórmula 3000 Internacional, a categoria que hoje corresponde à Fórmula 2, ele disputou três temporadas na Fórmula 1 e depois se transferiu para a Fórmula Indy, onde subiu 20 vezes ao pódio, venceu duas corridas e foi vice nas 500 Milhas de Indianápolis em 1995. O brasileiro também construiu uma trajetória vitoriosa nas provas de longa duração, vencendo em Daytona por três vezes nas 24 Horas, triunfando uma vez nas 12 Horas de Sebring e levando dois títulos do campeonato IMSA de carros esporte. Na Stock Car, disputou 33 corridas nas temporadas de 2005, 2006 e 2010 e conquistou uma pole position em Buenos Aires, em 2005, além de já ter atuado como chefe de equipe na categoria.

Os sócios de Christian também trazem bagagem considerável. Eduardo Akel trabalha no automobilismo desde 2007 e acumula experiência em várias categorias, entre elas a Porsche Cup, o Endurance Brasil, o TCR, o GT3 e as duas divisões da Stock. Ele esteve envolvido em conquistas no TCR sul-americano, no Endurance Brasil e na Porsche Cup, histórico que deve contribuir para o desenvolvimento técnico da nova operação. Adilson Morari começou no esporte em 1993 e é dono de equipe desde 2006. Com atuação forte nas categorias de acesso, soma quatro títulos no Mercedes Grand Challenge e três na categoria hoje chamada de Stock Light, além de vários vice-campeonatos. A experiência dele na formação e na administração de equipes também fará parte da estrutura do projeto, que nos próximos meses vai se concentrar na organização interna e na preparação para a estreia.

A volta do nome reforça a ligação da família com a Stock Car. Wilsinho, como é conhecido o pai de Christian, terminou a Stock Car de 1991 como vice e acumulou duas vitórias e 20 pódios ao longo da carreira. Mais tarde, esteve à frente da entidade que reunia pilotos e equipes, peça importante para dar o pontapé num campeonato que virou o principal da América Latina. Pai e filho chegaram a dividir o pódio da categoria em 1994, um momento lembrado com carinho pelos fãs do automobilismo. A nova equipe, portanto, une passado e presente de uma família que ajudou a construir a história do esporte a motor no Brasil, e chega em um momento em que a Stock Car busca atrair novos investimentos e ampliar sua visibilidade, tanto no país quanto no exterior, com transmissões e eventos cada vez maiores.

A história dos Fittipaldi no automobilismo vai muito além da Stock Car. Emerson, tio de Christian, foi bicampeão mundial de Fórmula 1, em 1972 e 1974, campeão da Fórmula Indy em 1989 e bicampeão das 500 Milhas de Indianápolis, em 1989 e 1993. Na década de 1970, a família protagonizou uma das maiores ousadias do esporte nacional ao criar a única equipe brasileira a disputar a principal categoria do automobilismo mundial, em um empreendimento liderado por Wilson, que surpreendeu o meio. A escuderia ficou marcada na memória dos fãs e é lembrada até hoje como símbolo da ambição do automobilismo brasileiro. Com a nova empreitada, Christian espera levar esse legado para uma nova geração de torcedores e pilotos, agora nas pistas nacionais, onde a categoria segue como principal vitrine para os talentos do país.

Ancelotti anuncia convocação da seleção no dia 29 para amistosos contra Japão e Singapura

O técnico Carlo Ancelotti vai revelar a nova lista de convocados no dia 29 de outubro, uma quinta-feira, em evento marcado para as 15h de Brasília na sede da CBF, no Rio. Os jogadores chamados vão disputar dois amistosos internacionais na última data Fifa de 2026. Os adversários serão os japoneses, em 14 de novembro, e a seleção de Singapura, três dias mais tarde, com as duas partidas marcadas para o Estádio Nacional de Singapura. A lista é aguardada com expectativa pelos torcedores, já que será uma das últimas oportunidades para o treinador observar atletas e testar formações antes do início do próximo ciclo de compromissos da seleção. A convocação também deve indicar como Ancelotti pretende lidar com jogadores que atravessam fases irregulares em seus clubes. A expectativa é que a lista mescle nomes experientes e jovens em ascensão.

A escolha das datas, no entanto, preocupa clubes que disputam a reta final do Campeonato Brasileiro. O Flamengo é um dos mais afetados pelo calendário. O time carioca encara o Athletico-PR em 18 de novembro, na 35ª rodada, um dia apenas após o encerramento da agenda da seleção. Caso tenha atletas convocados, o clube dificilmente poderá contar com eles nessa partida. O voo longo desde a Ásia, o fuso diferente e o cansaço acumulado podem atrapalhar a recuperação de quem for chamado, ainda mais em uma fase de jogos a cada três ou quatro dias. Para a comissão técnica rubro-negra, a situação exige planejamento cuidadoso, já que qualquer perda de rendimento nesse período pode ter impacto direto na luta pelo título nacional, que segue aberta entre os primeiros colocados. A definição dependerá dos nomes escolhidos pelo treinador.

A preocupação aumenta porque, poucos dias depois, em 22 de novembro, o Flamengo enfrenta o Palmeiras em um confronto direto pela 36ª rodada. A partida pode ter peso decisivo na disputa pelo título, dependendo da situação das equipes na tabela até lá. Diante desse cenário, a comissão técnica do clube precisará acompanhar de perto as condições físicas dos jogadores que eventualmente forem chamados por Ancelotti. Além disso, o Flamengo também pode ter atletas convocados por outras seleções durante o mesmo período, o que tornaria ainda mais difícil montar o time para a fase decisiva do campeonato. Outros clubes da parte de cima da tabela também devem acompanhar a lista com atenção, já que o calendário apertado afeta todos os times que lutam por títulos ou por vagas em competições. A situação mostra o tamanho do desafio.

O conflito entre o calendário da seleção e o dos clubes é uma reclamação antiga no futebol brasileiro. Diferentemente das principais ligas europeias, que costumam parar durante as datas Fifa, o Campeonato Brasileiro frequentemente segue sendo disputado nesses períodos ou retoma as rodadas logo em seguida, o que obriga os clubes a jogar sem seus principais atletas ou com jogadores cansados da viagem. Dirigentes e técnicos cobram há anos uma adequação maior do calendário nacional ao internacional. Para os jogadores, a situação também é delicada, já que a convocação representa reconhecimento e visibilidade, mas o acúmulo de jogos e viagens aumenta o risco de lesões em um momento crucial da temporada, quando clubes e seleção disputam a atenção e o físico dos mesmos atletas. A discussão deve voltar à tona após a divulgação da lista, quando os clubes souberem exatamente quantos atletas vão perder.

Para Ancelotti, os amistosos contra Japão e Singapura são uma oportunidade de dar sequência ao trabalho com o grupo e testar alternativas no time. Nos últimos jogos, o treinador já vinha fazendo observações e precisou administrar a má fase de alguns jogadores importantes, como Vinicius Junior, que atravessa um momento difícil no Real Madrid. A partida contra o Japão, em especial, deve servir como um teste mais exigente, já que a seleção japonesa tem se destacado no cenário internacional nos últimos anos e costuma oferecer resistência a adversários tradicionais. Já o duelo contra Singapura, seleção de menor expressão no futebol mundial, tende a ser usado para dar minutos a atletas menos experientes e ajustar detalhes táticos antes do fim da temporada. Os dois jogos serão os últimos da seleção brasileira no ano de 2026, encerrando o calendário com uma viagem longa ao continente asiático.

Brasil vence o Japão e disputa o título da Copa das Nações de Futsal contra o Afeganistão

A seleção brasileira de futsal está na final da Copa das Nações. Neste sábado (17), o Brasil venceu o Japão por 3 a 0 na semifinal, com Leandro Lino balançando a rede duas vezes e Lucão completando o placar, e se classificou para a decisão. O adversário será o Afeganistão, que eliminou Cabo Verde na outra semifinal ao vencer por 4 a 2. A final está marcada para este domingo (18), às 13h, horário de Brasília, no Ginásio Max Rosenmann, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Antes, às 10h30, Japão e Cabo Verde disputam o terceiro lugar. A seleção brasileira chega à decisão como favorita, depois de uma campanha sem derrotas no torneio, com três vitórias em três jogos até aqui, e terá a vantagem de jogar diante da torcida brasileira, no Paraná, onde o torneio está sendo disputado desde o início da semana.

Esta é a terceira edição da Copa das Nações de Futsal, e o Brasil venceu as duas anteriores. Em 2023, em Sorocaba, a seleção derrotou o Irã na final e, em 2025, em Brasília, superou a Polônia na decisão. A conquista neste domingo daria ao país o tricampeonato da competição, que reúne seleções de diferentes continentes e oferece jogos internacionais de bom nível em um calendário que, no futsal, costuma ter poucas datas para esse tipo de confronto. O torneio também serve como preparação para competições mais importantes, como a Copa do Mundo da modalidade, organizada pela Fifa. Para o Brasil, maior campeão mundial do futsal, a competição em casa é uma chance de testar jogadores, observar novos nomes e manter o ritmo de uma seleção que segue entre as principais forças do esporte em todo o mundo.

A primeira fase dividiu as seleções em dois grupos, e as duas melhores de cada chave avançaram às semifinais. No Grupo A, o Brasil terminou na liderança, com vitórias sobre Cabo Verde e Indonésia, esta por 3 a 0. Cabo Verde avançou como segundo colocado, e a Indonésia ficou na lanterna. No Grupo B, o Afeganistão terminou em primeiro, seguido do Japão, enquanto o Peru ficou em último lugar. Os afegãos empataram sem gols com os japoneses e venceram os peruanos por 3 a 0, campanha que mostrou a solidez defensiva da equipe. Ainda neste sábado, o Peru venceu a Indonésia por 2 a 1 e garantiu o quinto lugar da competição, enquanto a seleção asiática terminou na sexta posição, encerrando sua participação no torneio disputado no Paraná.

O Afeganistão é uma das seleções que mais cresceram no futsal nos últimos anos e tem chamado atenção pela organização tática e pela força física de seus jogadores. A equipe asiática chega à final invicta e com uma defesa que sofreu poucos gols ao longo do torneio, o que promete um jogo equilibrado contra os brasileiros. Para a seleção brasileira, o desafio será furar o bloqueio adversário e manter a eficiência ofensiva demonstrada contra o Japão, quando Leandro Lino foi o grande destaque com dois gols. A decisão também deve servir como avaliação para a comissão técnica, que observa o desempenho dos atletas pensando nos próximos compromissos oficiais da equipe e na formação do grupo que disputará as principais competições internacionais da modalidade. Os afegãos chegaram à decisão como líderes de sua chave.

O futsal é uma das modalidades em que o Brasil mais acumula títulos internacionais, com conquistas em Copas do Mundo e diversas outras competições ao longo das últimas décadas. O país revelou alguns dos maiores jogadores da história do esporte, como Falcão, considerado por muitos o melhor de todos os tempos, e mantém uma forte estrutura de clubes e competições nacionais que abastecem a seleção. Nos últimos anos, porém, a concorrência cresceu, com seleções como Portugal, Espanha, Argentina e Irã disputando de igual para igual os principais títulos. Por isso, torneios como a Copa das Nações ganham importância para manter o elenco competitivo e testar novas peças. A final deste domingo terá transmissão pela televisão e pela internet para todo o país, permitindo que os torcedores acompanhem a busca pelo tricampeonato.

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