TECNOLOGIA: Resumo em 1 Nov 2026

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Ilustração de uma professora em sala de aula
Imagem ilustrativa gerada por IA; não representa uma fotografia do fato.

Os cursos gratuitos sobre inteligência artificial oferecidos a professores abrem o resumo, que traz também a tecnologia que bloqueia celulares em presídios, a reposição do valor roubado da corretora Binance, o estudo do Unicef sobre abuso sexual de crianças e adolescentes na internet e a lista de celulares antigos que deixam de rodar o WhatsApp.

Programa oferece a professores cinco cursos gratuitos sobre inteligência artificial

Professores da educação básica e do ensino superior podem se inscrever em cinco cursos gratuitos sobre inteligência artificial, ferramentas digitais e segurança na internet oferecidos pelo programa Professor 4.0. A iniciativa é da Escola Superior de Redes, em parceria com a Microsoft, e pretende preparar os educadores para usar novas tecnologias no planejamento e na condução das atividades pedagógicas. As inscrições são feitas pela internet, na página da escola.

As formações ensinam a usar o assistente Copilot na preparação de aulas, a escrever comandos para sistemas de inteligência artificial, a montar agentes no Copilot Studio e a produzir materiais didáticos visuais, interativos e gamificados, com debate sobre os aspectos éticos. Um quinto curso trata do ECA Digital na educação básica, com foco nos direitos de crianças e adolescentes na internet e na exposição de alunos. As capacitações estão abertas desde 14 de outubro.

A Escola Superior de Redes faz parte da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, a RNP, criada em setembro de 1989 e pioneira na chegada da internet ao Brasil. A rede acadêmica atende cerca de 4 milhões de alunos, professores e pesquisadores e é mantida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação em conjunto com outras pastas. O Copilot, assistente da Microsoft usado nos cursos, foi lançado com o nome de Bing Chat em 7 de fevereiro de 2023.


Nova tecnologia bloqueia 1.172 celulares em presídios de três estados em duas semanas

Uma operação do governo federal com nova tecnologia bloqueou 1.172 celulares usados ilegalmente em presídios do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais em cerca de duas semanas. Chamada de Operação Modo Avião e iniciada em 14 de outubro no Rio, ela usa mochilas que simulam uma antena de telefonia, localizam os aparelhos clandestinos sem que seja preciso achá-los nas celas e permitem cortar o acesso à rede em até 30 minutos.

Só no Rio, 700 aparelhos foram bloqueados, segundo a Secretaria de Estado de Polícia Penal. Na estreia, numa unidade que abriga integrantes da facção Povo de Israel, ligada a golpes por telefone, o equipamento encontrou 143 celulares em poucas horas, enquanto operações convencionais em 31 unidades do estado tinham apreendido 228 aparelhos entre maio e setembro. O governo dispõe de 15 mochilas, compradas por cerca de R$ 3,8 milhões cada, e mapeou 138 presídios prioritários.

O novo procedimento se apoia num decreto que o presidente Lula editou em 9 de outubro, que autoriza o bloqueio administrativo, sem ordem judicial específica, dos celulares identificados nas prisões. Os dados de cada aparelho, como o código IMEI, de 15 dígitos, seguem para as autoridades penitenciárias, que pedem o corte à Anatel. Criada em 1997, a agência foi a primeira reguladora instalada no país. O secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, classificou a medida como revolucionária.


Binance diz ter coberto 90% do valor roubado no ataque hacker

A Binance informou neste sábado (31) que já cobriu 90% do valor roubado na quinta-feira (29), no que é tratado como o maior ataque hacker da história do setor de criptomoedas. Segundo a corretora, dez moedas digitais, entre elas bitcoin e ether, estão com o valor totalmente reposto, e os 10% restantes correspondem a ativos menos negociados. A empresa disse que seguirá repondo até chegar a 100% do montante desviado, de mais de US$ 6 bilhões.

O ataque começou por volta das 17h, no horário de Brasília, e durou cerca de 20 minutos, segundo especialistas que analisaram as transações. As empresas americanas de rastreamento TRM Labs e Chainalysis atribuem o roubo a hackers ligados à Coreia do Norte, e a TRM Labs diz que foi comprometido o sistema que autoriza transferências. A Binance, que de início suspeitou da invasão do computador de um engenheiro, afirmou depois ter encontrado falhas de segurança, e os saques seguem suspensos.

Fundada em 2017 por Changpeng Zhao e Yi He, a Binance se tornou a maior corretora do mundo em volume diário de negociação. Segundo seu relatório anual de 2025, tinha 335 milhões de usuários cadastrados e cerca de US$ 162,8 bilhões em ativos sob sua guarda. Em 2023, declarou-se culpada nos Estados Unidos de violar regras contra lavagem de dinheiro e aceitou pagar cerca de US$ 4,3 bilhões. A especialista em segurança Micaella Ribeiro ressaltou que o ataque não compromete a tecnologia blockchain.


Estudo do Unicef aponta que um em cada cinco jovens sofreu abuso sexual facilitado pela tecnologia

Uma pesquisa do Unicef com a Interpol, que ouviu jovens entre 12 e 17 anos de 21 países, concluiu que um em cada cinco passou, num período de um ano, por algum tipo de exploração ou abuso sexual em que a tecnologia serviu de meio. Entre os brasileiros, a taxa foi de 19%, o que corresponde a aproximadamente 3 milhões de vítimas em 12 meses. Menos de 1% dos casos chegou ao conhecimento das autoridades.

Quase 60% dos casos ocorreram em redes sociais e aplicativos de mensagem, e 14% em jogos on-line. Entre as vítimas, 14% receberam imagens sexuais sem pedir, 9% foram pressionadas a mandar fotos íntimas e a 5% foram oferecidos dinheiro ou presentes para obter imagens. Instagram e WhatsApp foram as plataformas mais citadas, com 59% e 51% das menções, e 34% das vítimas nunca relataram a ninguém o que sofreram.

A especialista do Unicef em proteção contra violências Luiza Fachin Teixeira afirmou que o Brasil tem boa legislação, como o ECA Digital, mas precisa investir em prevenção com famílias, escolas e os próprios jovens. Em julho, o Senado aprovou penas mais duras para crimes sexuais digitais contra menores. Denúncias podem ser feitas pelo Disque 100, que recebeu 32,7 mil registros de violação sexual contra crianças e adolescentes entre janeiro e abril. Criado em 1946, o Unicef atua em 192 países e territórios.


WhatsApp deixa de funcionar em celulares antigos com sistemas desatualizados

Celulares com sistemas operacionais desatualizados vão deixar de rodar o WhatsApp, porque o aplicativo da Meta passou a exigir versões mais recentes do Android e do iOS. Segundo as regras publicadas pela plataforma, aparelhos Android precisam ter no mínimo o Android 6.0, exigência em vigor desde 8 de setembro de 2026, e os iPhones deverão ter o iOS 15.5 ou posterior a partir de 30 de novembro. A mudança atinge sobretudo modelos lançados há mais de uma década.

Entre os aparelhos que podem perder o acesso estão os Samsung Galaxy S3, Galaxy S4 Mini e Galaxy Note 2, os Motorola Moto G e Moto E de primeira geração, os LG Optimus G e Nexus 4 e os Sony Xperia Z e Xperia SP. A lista serve só como referência: o funcionamento depende da versão instalada em cada telefone e da possibilidade de atualizá-la, informação disponível nas configurações do próprio aparelho.

A perda de compatibilidade não apaga a conta nem as conversas, e a orientação é fazer uma cópia de segurança antes de trocar de telefone; o aplicativo promete avisar os usuários cujos sistemas estiverem perto do fim do suporte. Segundo a empresa, a exigência permite incorporar recursos de segurança e novas funções. Fundado em 2009 por Brian Acton e Jan Koum, o WhatsApp foi comprado pelo Facebook por 16 bilhões de dólares e passou de 3 bilhões de usuários em maio de 2025.

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