
Donald Trump promete banir a expressão inteligência artificial nos Estados Unidos, a Motorola apresenta um celular com bateria de 7.000 mAh, a Apple admite defeito na tela de parte dos iPhone Duo, a Xiaomi lança o Redmi K100 na China e a Nvidia anuncia aporte bilionário na Meta.
Trump diz que vai proibir o termo inteligência artificial e prefere superinteligência
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (27), em publicação na rede Truth Social, que quer vetar de forma oficial a expressão inteligência artificial em papéis relevantes e em outros contextos, por considerá-la imprecisa. Ele defende que a tecnologia passe a ser chamada de superinteligência e cobrou de um grande jornal econômico americano a adoção do termo de sua preferência, que, segundo ele, quase todo mundo já usa ou passará a usar.
A declaração amplia uma ordem executiva assinada por Trump em 29 de setembro, que mandou departamentos e agências do governo federal trocarem as siglas equivalentes a inteligência artificial por outras que significam superinteligência em correspondências, comunicações públicas e documentos de políticas. A nova manifestação não explica como funcionaria uma proibição mais ampla, que contextos seriam atingidos nem quando as medidas valeriam. A Casa Branca informou que o governo ainda deve elaborar uma definição oficial para os novos termos.
Pelo conceito difundido pelo filósofo Nick Bostrom, superinteligência é um intelecto hipotético que excede em muito o desempenho cognitivo humano em praticamente todas as áreas, e pesquisadores divergem sobre a chance de isso acontecer. Assim, a troca de nomenclatura muda a linguagem oficial do governo americano, mas não significa que as tecnologias hoje conhecidas como inteligência artificial passaram a ser tecnicamente classificadas como superinteligência. Por enquanto, a regra de setembro vale apenas para o Poder Executivo federal.
Motorola lança o Moto G47 Power com bateria de 7.000 mAh e câmera de 108 MP
A Motorola oficializou nesta terça-feira (27) o Moto G47 Power, celular cujo destaque é a bateria de 7.000 mAh, maior que a de 5.200 mAh do Moto G47 comum. Segundo a fabricante, a carga permite até 78 horas de uso, e o aparelho aceita recarga de 30W. A tela LCD tem 6,67 polegadas e taxa de atualização de 120 Hz, mas resolução apenas HD+, enquanto a maioria dos concorrentes adota painéis OLED.
O modelo usa o processador Dimensity 6300, com 4 GB de memória RAM e 128 GB de armazenamento, e sai de fábrica com o Android 16. A câmera principal tem 108 MP e, segundo a Motorola, faz zoom de 3 vezes sem perda de qualidade; há ainda um sensor macro de 2 MP e câmera frontal de 8 MP. A tela tem proteção Gorilla Glass 7i, e o corpo, certificação IP64 contra poeira e respingos.
O celular já aparece no site da marca em países europeus, com preços entre 309 e 369 euros, cerca de R$ 1.850 a R$ 2.210 em conversão direta, sem impostos, e não há previsão de lançamento no Brasil. A divisão de celulares da Motorola virou uma empresa separada em 2011, a Motorola Mobility, cuja compra o Google anunciou no mesmo ano; em 2014, a companhia foi vendida à chinesa Lenovo por US$ 2,91 bilhões.
Apple reconhece falha na tela interna de parte dos iPhone Duo
A Apple reconheceu que um pequeno número de unidades do iPhone Duo, seu primeiro celular dobrável, apresenta problemas na tela interna e orientou os clientes afetados a procurar o AppleCare para trocar o aparelho. Desde a estreia nas lojas, na sexta-feira (23), usuários relatam rachaduras perto da dobradiça, estalos ao abrir o celular, manchas brancas e linhas luminosas, em alguns casos poucas horas após o primeiro uso; o caso foi apelidado de Crackgate.
A empresa não informou quantas unidades foram afetadas nem a causa e não anunciou recolhimento. Uma análise da iFixit, empresa especializada em reparos, aponta que uma barra de sustentação no centro da dobradiça pode não se deslocar o bastante na abertura, pressionando a tela. No Brasil, o conserto da tela interna fora da garantia custa R$ 10.989, cerca de metade do preço inicial de R$ 21.999. Para Francisco Jeronimo, vice-presidente da IDC, os casos indicam sensibilidade nas tolerâncias da dobradiça.
O episódio lembra o Antennagate, de 2010, quando usuários do iPhone 4 relataram quedas de sinal ao segurar o aparelho de certa forma e a Apple acabou distribuindo capas protetoras gratuitas. Lançado em junho daquele ano, o iPhone 4 trouxe um novo design de vidro e aço inoxidável. O Duo, que teve alta procura na pré-venda aberta em 16 de outubro, é também o primeiro grande lançamento sob o novo presidente-executivo da Apple, John Ternus, sucessor de Tim Cook.
Xiaomi lança na China o Redmi K100, com bateria de 10.000 mAh
A Xiaomi oficializou nesta terça-feira (27), na China, o Redmi K100, celular voltado para jogos que traz a maior bateria já usada em um smartphone da marca, com 10.000 mAh. Segundo testes internos da empresa, a autonomia chega a 2,43 dias, conforme o uso. A recarga com fio é de 100 W, e a reversa, de 27 W. O aparelho está em pré-venda no país, com vendas a partir de 31 de outubro.
A tela de 6,83 polegadas tem resolução 1,5K, taxa de 165 Hz e brilho de até 3.500 nits; segundo a Xiaomi, mais de 40 jogos rodam nativamente nessa frequência. O processador é um Snapdragon 8 Elite, com 12 GB ou 16 GB de RAM e 256 GB ou 512 GB de armazenamento, e um chip dedicado, o D2, ajuda no desempenho em jogos. A câmera principal tem 50 MP, e o sistema é o HyperOS 4, baseado no Android 17.
Os preços de tabela na China vão de 3.499 yuans, cerca de R$ 2.796 em conversão direta, na versão de 12 GB com 256 GB, a 4.499 yuans, perto de R$ 3.595, na de 16 GB com 512 GB. A Xiaomi não divulgou planos para outros países, e não há confirmação de venda no Brasil. Fundada em 2010 e comandada por Lei Jun, a empresa chinesa fabrica celulares, notebooks, televisores e aparelhos para casas inteligentes.
Nvidia vai investir US$ 3 bilhões na Meta e ampliar parceria em inteligência artificial
A Nvidia anunciou nesta terça-feira (27) um investimento de US$ 3 bilhões na Meta, dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp, como parte da ampliação da parceria entre as duas empresas em inteligência artificial. O aporte será feito com a compra de ações na oferta anunciada pela Meta na segunda-feira (26), que soma cerca de US$ 35 bilhões em ações ordinárias e papéis ligados a preferenciais conversíveis.
Os planos da Meta preveem captar até US$ 95 bilhões para expandir sua infraestrutura de inteligência artificial. As empresas também vão aprofundar a colaboração nos modelos Muse, da Meta, para melhorar o treinamento e a etapa de uso dos sistemas e reduzir custos. A Meta deve ampliar o uso dos processadores Vera Rubin e Vera e das soluções de rede Spectrum-X e BlueField-4, e as duas estudam ferramentas para monitorar agentes autônomos.
A operação integra a estratégia da Meta de financiar centros de dados e equipamentos para desenvolver e operar sistemas avançados, enquanto a Nvidia amplia sua presença como fornecedora dessa infraestrutura. Fundada em 1993 por Jensen Huang, Chris Malachowsky e Curtis Priem e sediada em Santa Clara, na Califórnia, a Nvidia ficou conhecida pelas placas de vídeo para jogos e, nos últimos anos, concentrou seus negócios em centros de dados e inteligência artificial.