SAÚDE: Resumo em 1 Nov 2026

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Ilustração de um microscópio com lentes e uma lâmina de exame
Imagem ilustrativa gerada por IA; não representa uma fotografia do fato.

O balanço do teste de DNA-HPV no SUS, que já encontrou quase 10 mil casos do vírus de alto risco, abre o resumo, que traz também o fim da vacinação contra meningite para adultos no Rio, o reforço de vacinas contra a mpox, a vacinação incompleta contra a dengue no DF e um novo hospital do SUS em Belo Horizonte.

Teste de DNA-HPV no SUS já encontrou 9.904 casos do vírus de alto risco

Desde que o SUS passou a oferecer o teste molecular DNA-HPV para rastrear o vírus em mulheres, 9.904 exames deram resultado positivo para o HPV de alto risco, o subtipo ligado ao câncer do colo do útero, segundo o Ministério da Saúde. O exame começou a substituir aos poucos o Papanicolau no início deste ano e, como já informado, está em uso em 26 estados; o Espírito Santo, que ainda não fez a troca, deve receber os testes até o fim do ano.

A vantagem do método, recomendado pela Organização Mundial da Saúde desde 2013, é encontrar o vírus antes de surgirem lesões pré-cancerígenas. Um estudo do Centro de Atenção à Saúde Integral da Mulher da Unicamp, feito com participantes de um programa em Indaiatuba, no interior paulista, mostrou que o teste antecipou em cerca de dez anos a detecção da doença: a idade média no rastreamento caiu de 49,3 anos, com o Papanicolau, para 39,6 anos.

Pelas projeções do Instituto Nacional de Câncer, o país deve registrar a cada ano, até 2028, perto de 19,3 mil diagnósticos novos desse tipo de tumor. É o terceiro tumor mais frequente entre as brasileiras, mas as chances de cura passam de 95% quando ele é descoberto cedo. Praticamente todos os casos desse câncer são causados pelo HPV, e a vacina contra o vírus tem eficácia máxima quando aplicada antes da infecção, entre os nove e os treze anos de idade.


Rio encerra vacinação contra meningite para adultos com 410 mil doses e estoque esgotado

A campanha emergencial de vacinação contra a meningite no Rio de Janeiro terminou neste sábado (31) com filas e doses esgotadas. As 40 mil doses da vacina meningocócica ACWY reservadas para o último dia acabaram ainda pela manhã, e a prefeitura confirmou que o prazo não será prorrogado. Em 25 dias, o município aplicou mais de 410 mil doses em moradores de até 59 anos, uma alta de 1.700% sobre a média mensal do imunizante.

Aberta em 7 de outubro a profissionais da área e a quem tinha até 24 anos, a vacinação foi estendida no dia 19 a todos os moradores com até 59 anos, por orientação do Ministério da Saúde, para aproveitar os lotes disponíveis. A procura disparou na última semana, quando cerca de 170 mil doses foram aplicadas; na quinta-feira (29), mais de 62 mil pessoas foram aos postos, mais que o dobro do registrado no início da semana.

A partir de novembro, a vacina volta a ser oferecida apenas pelo calendário regular do SUS, em que é indicada a adolescentes entre 11 e 14 anos e a crianças entre 1 e 4 anos. A dose previne a infecção pelos sorogrupos A, C, W e Y da Neisseria meningitidis, bactéria que causa a doença meningocócica, que pode provocar meningite e infecção generalizada, evolui rapidamente e pode deixar sequelas graves, como perda de audição, lesões neurológicas e amputações.


Ministério reforça vacinas contra mpox no Rio após casos crescerem sete vezes

O governo federal vai mandar mais doses de vacina contra a mpox ao Rio de Janeiro, depois que a capital registrou 74 casos entre setembro e outubro, mais de sete vezes os dez do mesmo período de 2025. Foram 45 diagnósticos em setembro, o maior número mensal em três anos, e 29 em outubro. O ministro Alexandre Padilha disse neste sábado (31) que o reforço serve para conter a alta e preparar a cidade para as aglomerações de fim de ano.

Padilha negou que o país viva um surto como o de 2022: neste ano foram 665 casos no Brasil, ante quase 11 mil infectados naquela época. A vacinação segue restrita aos grupos recomendados, como pessoas com HIV e imunossupressão, profissionais de laboratório que lidam com o vírus e contatos de risco. No estado do Rio, já são 211 casos confirmados em 2026, contra 119 em todo o ano passado, e dez pacientes estão internados num instituto da Fiocruz.

O deputado federal Daniel Soranz, presidente da Frente Parlamentar da Vacina, defende a compra de mais doses, já que a capital enfrenta falta do imunizante. Causada por um vírus do gênero ortopoxvírus, a mpox foi identificada em 1958 em macacos de laboratório e teve os primeiros casos humanos em 1970, na República Democrática do Congo. Os sintomas incluem febre, dores no corpo e lesões na pele que podem virar bolhas, e a transmissão ocorre sobretudo por contato direto com lesões, fluidos e objetos contaminados.


Mais de 45 mil jovens do DF não completaram a vacinação contra a dengue

No Distrito Federal, mais de 45 mil moradores entre 10 e 14 anos tomaram só a primeira dose da vacina contra a dengue, segundo a Secretaria de Saúde local. O grupo equivale a mais de um terço dos que tomaram a primeira dose: nessa idade, a rede aplicou 123,9 mil doses iniciais, contra apenas 78,9 mil de reforço. A pasta alerta que só o esquema completo garante a proteção prevista, principalmente com a chegada da temporada de chuvas.

Outro motivo de atenção é o sorotipo 3 do vírus, que ganhou espaço no DF nos últimos dois anos. Até 17 de outubro, foram registrados 3.696 casos prováveis de dengue, contra 10.303 no mesmo período de 2025, mas o sorotipo 3 apareceu em 72 de 113 amostras analisadas neste ano. A diretora de Vigilância Epidemiológica, Juliane Malta, lembrou que quem já teve a doença pode ser infectado de novo por outro sorotipo do vírus.

A vacina oferecida pelo SUS protege contra os quatro sorotipos e está disponível em mais de 130 salas de vacinação da rede pública, com doses válidas até setembro de 2027. Transmitida principalmente pelo mosquito Aedes aegypti, a dengue causa febre, dor de cabeça e dores musculares e articulares, e a infecção por um sorotipo protege de forma permanente só contra ele. A secretaria pede que a população elimine água parada e evite remédios por conta própria em caso de suspeita.


Belo Horizonte terá hospital só do SUS com 250 leitos e 70 pontos de hemodiálise

Belo Horizonte vai ganhar um hospital com atendimento exclusivo pelo SUS a partir de 2027, com 250 novos leitos e 70 pontos de hemodiálise, anunciou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na sexta-feira (30). A unidade vai funcionar no prédio da antiga Maternidade Octaviano Neves, no bairro Santa Efigênia, comprado pela Fundação Educacional Lucas Machado, a Feluma, que mantém o Hospital Universitário Ciências Médicas.

Somada à estrutura atual, a nova unidade dobrará para 500 o número de leitos que a fundação oferece ao SUS, hoje 250, com seis novos leitos de UTI adulta e outros seis de UTI pediátrica. O prédio atendia pacientes de planos de saúde e passará por uma transição gradual, sem interrupção dos serviços atuais. O novo hospital deve ampliar as cirurgias eletivas, os procedimentos oncológicos e os tratamentos de doenças renais, e servirá também para a formação de estudantes de medicina.

O projeto faz parte do programa federal Agora Tem Especialistas, em que hospitais privados atendem pelo SUS em troca de créditos para abater dívidas tributárias com a União; a Feluma já participa com um contrato anual de R$ 3,5 milhões. Atualmente, a rede pública da capital mineira soma 6.402 leitos e perto de 500 pontos de hemodiálise, usados por mais de 2 mil pacientes. A hemodiálise filtra o sangue de quem tem os rins sem funcionar normalmente; o calendário de abertura dos leitos ainda não foi apresentado.

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