SAÚDE: Resumo em 19 Out 2026

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Ilustração sobre saúde
Imagem ilustrativa gerada por IA; não representa uma fotografia do fato.

A pandemia e a escolha do próximo ministro da Saúde marcam o debate entre Lula e Flávio Bolsonaro, e o Rio de Janeiro passa de 15 mil casos de síndrome respiratória grave. A Anvisa proíbe canetas emagrecedoras irregulares, Campo Grande registra recorde de morcegos com raiva e idosos de 85 anos ganham nova vacina.

Pandemia e comando do Ministério da Saúde entram no debate entre Lula e Flávio Bolsonaro

No debate do segundo turno exibido no domingo, 18, o senador Flávio Bolsonaro admitiu que a saúde não foi a área de melhores resultados no governo do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e fez um mea-culpa sobre a condução da pandemia. Segundo ele, o país enfrentou dois anos de uma doença nova que ninguém sabia combater, mas o pai fez o melhor que pôde. Em tom de brincadeira, disse que Lula se vacinou e por isso teria Bolsonaro dentro dele.

Lula respondeu que o adversário não entende de saúde pública e provavelmente nunca frequentou uma unidade do SUS ou uma UPA. O presidente também criticou a escolha de Claudio Lottenberg, anunciado por Flávio para comandar o ministério, lembrando passagens do médico por uma secretaria e pela direção de uma empresa do setor que, na avaliação dele, não deram certo. Lula aproveitou ainda para cumprimentar os profissionais pelo Dia do Médico.

A pandemia de covid-19 chegou ao Brasil em 26 de fevereiro de 2020, com o primeiro caso confirmado na cidade de São Paulo, e deixou mais de 716 mil mortos no país. A vacinação começou depois que a Anvisa autorizou o uso emergencial das vacinas CoronaVac e AZD1222, em 17 de janeiro de 2021. Criado pela Constituição de 1988, o SUS garante atendimento público e universal financiado pelo Estado.


Rio de Janeiro passa de 15 mil casos de síndrome respiratória aguda grave em 2026

O estado do Rio de Janeiro já soma mais de 15 mil casos de síndrome respiratória aguda grave neste ano, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde. Calor intenso, frio e variações bruscas de temperatura, frequentes na troca de estações, agravam os sintomas. Um dos pacientes é um eletricista de manutenção que já passou por dez internações em 2026 e teve de deixar temporariamente a função, depois que as crises respiratórias surgiram em abril.

Atendido por um projeto de tratamento de alergias em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, ele descobriu que tem asma e sinusite e vai passar por uma cirurgia. O boletim mais recente de monitoramento respiratório mostra tendência de alta para rinovírus, metapneumovírus e o coronavírus causador da covid-19 no país, enquanto o vírus sincicial respiratório e a influenza B estão em queda. Os pesquisadores pedem que a vacinação dos grupos prioritários seja mantida.

O acompanhamento semanal desses casos é feito pela Fundação Oswaldo Cruz, instituição pública de pesquisa com sede no Rio de Janeiro. A entidade foi criada em 25 de maio de 1900 pelo médico sanitarista Oswaldo Cruz, a partir de um instituto voltado à produção de soros, e hoje tem como missão gerar e difundir conhecimento científico para promover a saúde e o desenvolvimento social.


Anvisa proíbe canetas emagrecedoras sem registro vendidas pela internet

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a apreensão e a proibição de canetas e frascos anunciados na internet como remédios para emagrecer. A decisão, publicada em 14 de outubro, atinge produtos que contêm ou dizem conter tirzepatida e retatrutida, além de outros peptídeos sem regularização. Ficam vetados a fabricação, a importação, a distribuição, a venda, a propaganda e o uso desses itens, que não comprovaram qualidade, segurança nem eficácia.

A medida alcança páginas de venda e produtos da marca Liberty Pharma, mas não representa uma proibição geral da tirzepatida, que tem medicamento registrado no país. Já a retatrutida, ainda em estudo para tratar a obesidade, não tem registro em nenhum país do mundo, segundo a agência. Sem controle, não há garantia de que o conteúdo, a dose e o armazenamento estejam corretos, e a orientação é não comprar produtos de origem desconhecida.

A tirzepatida, vendida com o nome comercial Mounjaro, é usada no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2 e é aplicada por injeção sob a pele. O remédio imita a ação de dois hormônios intestinais, conhecidos pelas siglas GIP e GLP-1, e por isso integra a classe dos análogos de GLP-1. A agência lembra que o fato de uma substância estar em pesquisa não significa que algum produto com ela tenha sido liberado para a população.


Campo Grande tem recorde de morcegos com raiva e baixa vacinação de cães e gatos

Campo Grande confirmou 14 morcegos com raiva em 2026, o maior número em pelo menos cinco anos, acima dos 11 registrados em todo o ano passado. Ao mesmo tempo, a vacinação de cães e gatos está no nível mais baixo do período. Até 16 de outubro, a capital sul-mato-grossense tinha imunizado 53.961 animais, apenas 16,73% da meta de 322.566. Para alcançá-la até dezembro, seria preciso vacinar cerca de 3.600 animais por dia.

A cobertura vem caindo: foi de 34,43% em 2024 e de 21,24% em 2025. O perigo surge quando um morcego infectado cai num quintal e um animal sem vacina entra em contato com ele, podendo transmitir o vírus à família. O último caso em cão na cidade ocorreu em 2011. A vacina é obrigatória para animais saudáveis com pelo menos três meses, e quem achar um morcego não deve tocá-lo.

Ao encontrar um, deve-se manter longe as crianças e os bichos, colocar um balde ou uma caixa por cima sem encostar e acionar o centro de zoonoses; quem teve contato precisa buscar uma unidade de saúde. A raiva é uma zoonose, doença que passa de animais para pessoas, e o cão é o principal hospedeiro no ciclo urbano. No Brasil, a média foi de 16 casos humanos por ano entre 2000 e 2009, e as mortes de animais com raiva são de notificação obrigatória desde 2006.


Vacina Pneumo 20 passa a ser oferecida a idosos com 85 anos ou mais

Municípios como Alegrete, no Rio Grande do Sul, e Rio do Campo, em Santa Catarina, começaram a aplicar a vacina Pneumo 20 em pessoas com 85 anos ou mais. A dose é destinada a idosos que nunca tomaram vacina pneumocócica ou que receberam apenas uma dose da Pneumo 13 ou da Pneumo 15, com intervalo mínimo de dois meses. Quem tomou só uma dose da Pneumo 23 também pode se vacinar, desde que tenha passado um ano.

Nem todos precisam da nova dose. Não têm indicação os idosos já vacinados com a Pneumo 20, os que receberam duas doses da Pneumo 23 e os que completaram o esquema combinado com as outras versões. Basta apresentar um documento que comprove a idade, sem necessidade de receita médica, e a equipe do posto avalia o histórico de cada pessoa. A proteção é especialmente importante para os mais velhos, que correm mais risco de complicações.

A vacina protege contra doenças causadas pelo pneumococo, nome popular da bactéria Streptococcus pneumoniae. Esse micro-organismo está entre as principais causas de pneumonia e meningite em adultos e passa com facilidade de uma pessoa para outra, por meio de espirros e objetos contaminados. Além dessas infecções, a bactéria pode provocar outras doenças graves, que levam a internações e mortes, sobretudo entre os idosos, o público que mais se beneficia da imunização.

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