
Criminosos invadiram a conta bancária da Câmara de Campos do Jordão e levaram mais de R$ 1 milhão em uma noite. A Samsung detalhou no Japão quais aparelhos recebem o Android 17, a China reagiu a novas restrições americanas, a disputa com a Meta chegou à véspera da votação e um experimento mostrou agentes digitais criando as próprias brincadeiras.
Golpe digital desvia mais de R$ 1 milhão da Câmara de Campos do Jordão
A Câmara Municipal de Campos do Jordão, no interior paulista, perdeu mais de R$ 1 milhão depois que criminosos invadiram a conta corrente da instituição na noite de 22 de outubro. Foram feitas nove transferências seguidas, que somaram R$ 1.087.253,09. Para não chamar atenção, os autores registraram as operações como pagamento de folha salarial, o que retardou a descoberta do desvio de dinheiro público.
A fraude só foi percebida na manhã de 23 de outubro, quando o gerente responsável pela conta avisou a Câmara sobre as movimentações fora do padrão e pediu que a instituição assinasse um termo formal de ciência. A ocorrência foi enquadrada como estelionato contra a administração pública, ainda sem autor conhecido, e a Polícia Civil abriu inquérito com base no extrato detalhado das operações. Os responsáveis ainda não foram identificados.
À polícia, representantes do município descreveram os valores como atípicos e muito altos e questionaram por que o banco não travou a conta logo após a primeira operação suspeita. A Câmara diz colaborar com a investigação. Campos do Jordão fica na Serra da Mantiqueira e, com a sede a 1.628 metros de altitude, é o município mais alto do país por esse critério. A prefeitura e a Câmara não responderam a pedidos de comentário.
Samsung divulga no Japão a lista de 37 aparelhos que recebem o Android 17
Depois de ampliar nas últimas semanas a distribuição da One UI 9 a modelos mais antigos, a Samsung publicou pela filial japonesa a lista oficial e o calendário do Android 17 com essa interface para a linha Galaxy. O documento cita 37 modelos e variantes, com liberação principal prevista entre outubro e novembro de 2026 no Japão: 10 celulares da linha S, 6 dobráveis da linha Z, 5 intermediários da série A e 16 tablets.
A lista inclui o Galaxy A54 5G, lançado em 2023, e o Galaxy S23 FE, cuja versão vendida pela operadora japonesa KDDI só deve ser atualizada no começo de janeiro de 2027. Tablets das famílias Galaxy Tab S11 e Tab S10 também aparecem. Algumas versões Plus de gerações recentes ficaram de fora por questões do catálogo local, o que não indica que deixarão de receber o pacote em outros países.
A distribuição da One UI 9 com o Android 17 começou em setembro de 2026 pela série Galaxy S26, inclusive no Brasil, e já chegou por aqui a modelos como o Galaxy S23. A fabricante ainda não divulgou um calendário brasileiro equivalente. Aparelhos de entrada e versões regionais fora da primeira janela devem receber o sistema entre dezembro de 2026 e janeiro de 2027. A One UI é a interface da Samsung para aparelhos Android, adotada desde o Android 9 Pie.
China pede que EUA desistam de ampliar limites a investimentos em tecnologia
O governo chinês, por meio do Ministério do Comércio, cobrou de Washington que desista de ampliar as restrições a investimentos de empresas americanas no país asiático. A reação veio depois que o Departamento do Tesouro americano propôs atualizar o programa de segurança que controla aportes no exterior. A proposta acrescenta a biotecnologia à lista de setores restritos e amplia o alcance das regras sobre computação de alto desempenho e sistemas hipersônicos.
Pequim classificou o plano como uma expansão discriminatória das limitações voltadas à China, que prejudica as relações econômicas entre os dois países e contraria entendimentos firmados pelos presidentes. O governo chinês declarou oposição à medida e disse que se reserva o direito de adotar contramedidas, sem dizer quais. A proposta foi apresentada como uma atualização das regras, e não há informação sobre quando, ou se, ela será aprovada em definitivo.
Se avançar, a mudança obrigará empresas e investidores americanos a revisar operações, aportes e parcerias em tecnologias sensíveis ligadas à China, com mais exigências regulatórias e custos de conformidade. Para companhias chinesas, o efeito pode ser menos acesso a capital americano. A disputa econômica entre os dois países vem desde janeiro de 2018, quando o então presidente Donald Trump começou a impor tarifas e outras barreiras ao comércio com a China.
Disputa com a Meta chega ao segundo turno com cobranças da ONU e de congressistas dos EUA
A disputa entre a campanha de Lula e a Meta, que já tinha levado o Tribunal Superior Eleitoral a mandar a empresa não interferir na circulação de conteúdo eleitoral, chegou à véspera do segundo turno deste domingo (25) com novas cobranças. As Nações Unidas criticaram a companhia, e congressistas americanos liderados por Bernie Sanders enviaram carta a Mark Zuckerberg dizendo-se preocupados com relatos de que as plataformas estariam restringindo conteúdo.
Na transmissão ao vivo de quinta-feira (22), Lula disse que vai lutar contra o que chamou de império digital. No mesmo dia, um juiz pediu à Meta e ao X explicações técnicas sobre seu papel na eleição. A empresa se remete a um comunicado de 16 de outubro, no qual trata os episódios apontados como falhas técnicas isoladas, nega parcialidade e afirma tratar todos os candidatos de forma igual.
Lula reuniu mais de 10 milhões de seguidores em um canal de mensagens nos últimos dias, e o WhatsApp, também da Meta, é usado por mais de 90% dos brasileiros. Uma especialista em democracia digital avaliou que a empresa não buscou influenciar o resultado, mas que seus erros interferem no processo, embora ela duvide que mudem o placar. A Meta, antes chamada Facebook, comprou o WhatsApp em 2014 por mais de US$ 19 bilhões.
Agentes digitais deixados 30 horas sem ordens inventam jogos em ilha virtual
Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts deixaram 13 agentes de inteligência artificial, chamados Eko, por 30 horas em uma ilha virtual sem missão nem recompensa, e os sistemas passaram a criar os próprios desafios. Houve quem tentasse alcançar o ponto mais alto da ilha, quem empilhasse blocos e quem improvisasse partidas de basquete e malabarismo. O estudo saiu em repositório científico e ainda não passou por revisão de outros cientistas.
Um dos agentes perdeu um anel no mar, montou um coração de pedras em sua memória e, quando o objeto reapareceu, passou a usá-lo como cesta. Outro chegou a 50 recepções seguidas no malabarismo, mas anulou a marca por achar os lançamentos rápidos demais. Seis dos 13 descobriram sozinhos que um bloco ia mais longe se fosse solto durante um salto. Depois, em tarefas definidas, os exploradores superaram cópias que não tinham passado pela ilha.
Especialistas ponderam que o resultado não prova curiosidade genuína, já que as instruções iniciais descreviam os agentes como curiosos e a equipe precisava estimulá-los quando paravam. Os autores defendem que a exploração livre pode ajudar no controle de robôs e em situações imprevistas. O instituto foi fundado em 1861 e fica em Cambridge; o trabalho saiu no arXiv, arquivo aberto de artigos científicos ainda não avaliados por revistas.