CLIMA: Resumo em 20 Out 2026

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Ilustração de alerta de tempestade com nuvens carregadas
Imagem ilustrativa gerada por IA; não representa uma fotografia do fato.

O Inmet mantém alertas de chuva intensa no Piauí e em outros estados, temporais deixaram estragos no extremo sul da Bahia, a estiagem já atinge mais de 100 mil famílias no Amazonas, o frio polar chegou a Santa Catarina e o Sul e o Sudeste devem ter tempestades a partir de quarta-feira.

Inmet põe 127 cidades do Piauí sob alerta de chuva intensa até terça-feira

O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu aviso amarelo de chuvas intensas para 127 municípios do Piauí, válido até as 23h59 desta terça-feira (20). O alerta, que coincidiu com o feriado do Dia do Piauí na segunda-feira (19), abrange as regiões Centro-Norte, Sudeste e Sudoeste do estado, incluindo Bom Jesus, Amarante e Floriano. A previsão é de chuva de 20 a 30 milímetros por hora, com até 50 milímetros por dia, e rajadas de vento de até 60 km/h.

O mesmo tipo de aviso, iniciado às 8h51 de segunda-feira, alcança áreas da Bahia e de outros 13 estados, entre eles Acre, Amazonas, Pará, Tocantins, Maranhão, Pernambuco, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás. O instituto aponta baixo risco de falta de energia, queda de galhos, alagamentos e descargas elétricas. A orientação é não se abrigar sob árvores durante ventanias, não estacionar perto de torres de transmissão e de placas e acionar a Defesa Civil pelo 199 ou os bombeiros pelo 193. Em Teresina, as máximas devem chegar a 39°C.

Criado em 1909 e ligado ao Ministério da Agricultura e Pecuária, o Inmet é o órgão federal responsável pelo monitoramento, pela análise e pela previsão do tempo e do clima no país. Seus avisos são preparados por meteorologistas no sistema Alert-AS e distribuídos em um formato padronizado escolhido pela Organização Meteorológica Mundial. Na escala de cores do instituto, o amarelo indica perigo potencial, o grau mais brando, seguido pelo laranja, de perigo, e pelo vermelho, de grande perigo.


Temporais causam estragos no extremo sul da Bahia, e 376 cidades ficam sob alerta

Chuvas fortes entre a noite de sábado (17) e o domingo (18) provocaram alagamentos, quedas de árvores e desabamento de muros em Porto Seguro, Itamaraju e Medeiros Neto, no extremo sul da Bahia. Segundo as prefeituras e as equipes de apoio, pelo menos seis pessoas ficaram desalojadas e foram acolhidas por parentes. Em Porto Seguro, a Defesa Civil registrou três ocorrências de árvores que caíram sobre casas e estabelecimentos comerciais, enquanto em Itamaraju houve muros derrubados e pontos de alagamento.

Depois dos estragos, o Inmet colocou 376 dos 417 municípios baianos, incluindo Salvador, sob aviso amarelo para chuvas intensas, válido da meia-noite de domingo até as 10h desta terça-feira (20). A previsão inclui de 20 a 30 milímetros por hora, até 50 milímetros por dia e ventos de 40 a 60 km/h, com risco de falta de luz, prejuízos a plantações, queda de galhos e alagamentos. O instituto recomenda desligar aparelhos e o quadro de energia quando isso puder ser feito com segurança.

Nesta época do ano começa a ganhar força a zona de convergência do Atlântico Sul, faixa de nebulosidade que se estende do sul da Amazônia até o meio do oceano e é o principal sistema responsável pelas chuvas regulares em quase todo o Centro-Oeste e o Sudeste durante a estação chuvosa. Ela se forma sobretudo entre o fim da primavera e o verão, quando a umidade amazônica é levada em direção ao Atlântico, e pode se deslocar mais ao norte ou mais ao sul em relação à posição média.


Estiagem atinge 101 mil famílias no Amazonas, e 40 municípios estão em emergência

A estiagem de 2026 já afeta 101.084 famílias no Amazonas, segundo boletim da Defesa Civil estadual divulgado no domingo (18). Quarenta municípios estão em situação de emergência, entre eles Tefé, Coari, Parintins e Manacapuru; outros 17 estão em alerta, incluindo Manaus, e cinco seguem em atenção, sem nenhum em normalidade. O governo estadual decretou emergência em todo o território por causa da seca agravada pelo El Niño e proibiu o uso do fogo por 120 dias, salvo exceções legais.

Os bombeiros reforçaram operações em 36 municípios com cerca de 1,5 mil profissionais e combateram 22.974 focos de incêndio entre 1º de junho e 17 de outubro; o estado soma 8.165 focos de calor detectados pelo Inpe. O governo federal enviou militares, agentes da Força Nacional e brigadistas, e a frota aérea deve passar de 11 para 16 aeronaves. A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, disse que o quadro exige atenção, mas difere das secas severas de 2023 e 2024.

O El Niño é a fase de aquecimento das águas superficiais do Pacífico tropical no ciclo chamado El Niño-Oscilação Sul, cujo oposto é a La Niña. Os episódios duram cerca de um ano e se repetem, em geral, a cada dois a sete anos, com intensidade variável. O fenômeno costuma provocar secas no Brasil, na Índia e na Indonésia, e as estiagens ligadas a ele podem elevar o risco de incêndios florestais na Amazônia. O painel federal indica que o evento atual pode durar até o início de 2027.


Massa de ar polar derruba temperaturas em Santa Catarina e deixa o mar agitado

A chegada de uma massa de ar polar derrubou as temperaturas em Santa Catarina na segunda-feira (19), com mínimas de 0°C a 5°C nos Planaltos e no Meio-Oeste e possibilidade de marcas negativas pontuais. No litoral, os termômetros variaram de 6°C a 13°C, segundo a Defesa Civil, e houve geada nos pontos mais altos da Serra. Em Balneário Camboriú, a manhã começou com cerca de 10°C, e as máximas da tarde ficaram entre 17°C e 23°C no estado.

O mar segue agitado em toda a costa, com ondas de cerca de 3,5 metros, e a Defesa Civil classifica como moderado a alto o risco de ocorrências ligadas à agitação marítima. A terça-feira (20) deve ter nuvens e chuva fraca e isolada no litoral. A partir de quarta-feira (21), um sistema de baixa pressão traz de volta a instabilidade, e na sexta-feira (23) uma frente fria e um ciclone extratropical no oceano devem provocar temporais com raios, rajadas e possibilidade de granizo.

O consultor em climatologia Marinho Stringari atribuiu parte da sensação de frio ao minuano, vento gelado que soprou durante a madrugada. Comum no território gaúcho nos meses de inverno, esse vento seco chega do sul e às vezes avança sobre Santa Catarina, o Paraná e até países vizinhos, como Uruguai e Argentina. Em geral aparece logo após uma frente fria, empurrado pela alta pressão de ar polar, persiste por uns dois dias e faz a temperatura percebida cair mais de dez graus em pouco tempo.


Temporais devem voltar ao Sul e ao Sudeste a partir de quarta-feira

Depois de alguns dias de frio e tempo firme, o Sul e o Sudeste devem voltar a ter temporais na segunda metade da semana. A mudança começa na quarta-feira (21), sobretudo no oeste da Região Sul, e se intensifica na quinta-feira (22), dia em que São Paulo e Mato Grosso do Sul também entram na rota da chuva. Segundo as previsões, a causa é o fortalecimento de uma área de baixa pressão entre o norte da Argentina e o Paraguai, somado ao aumento do calor e da umidade.

Os temporais devem continuar até domingo (25), e o volume acumulado no período pode alcançar 300 milímetros em trechos da Região Sul e 100 milímetros em partes do Sudeste. O centro-oeste do Paraná aparece entre as áreas com maior chance de tempestades na quinta, e no Rio Grande do Sul há previsão de pancadas fortes, ventania e granizo. Antes disso, a terça-feira (20) ainda tem frio no Sul, com possibilidade de geada nas serras gaúcha e catarinense, e máxima de 22°C na capital paulista.

O granizo é a precipitação sólida formada por pedaços irregulares de gelo, com diâmetro que varia de 5 a 200 milímetros, e costuma ser produzido por nuvens do tipo cumulonimbus. Sua formação exige fortes correntes de ar ascendentes dentro da tempestade e um nível de congelamento baixo, condição mais comum no interior dos continentes, em latitudes médias. Quando as pedras atingem tamanho capaz de causar prejuízo, são emitidos avisos de tempo severo, porque elas podem danificar construções, veículos e, com mais frequência, lavouras.

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