CLIMA: Resumo em 4 Nov 2026

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Ilustração de alerta de ciclone e tempestade
Imagem ilustrativa gerada por IA; não representa uma fotografia do fato.

O Sul do país enfrenta nesta quarta-feira um alerta vermelho de tempestades, com risco de chuva volumosa, granizo e ventos fortes, enquanto Minas Gerais e a região de Curitiba estão sob aviso amarelo. O resumo traz também o avanço da seca no Rio Grande do Norte, os cuidados contra o calor na Bahia e os roteiros da COP30 para a transição energética.

Inmet emite alerta vermelho de tempestades para os três estados do Sul

O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu um aviso vermelho, de grande perigo, para tempestades nesta quarta-feira no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, incluindo as regiões de Porto Alegre, Curitiba e Florianópolis. A previsão é de chuva acima de 60 milímetros por hora ou de 100 milímetros no dia, com granizo e ventos que podem passar de 100 km/h. No Paraná, o alerta máximo atinge 78 cidades, e os avisos do instituto somam 370 municípios na região.

A Defesa Civil gaúcha prevê que a instabilidade se intensifique entre a madrugada e a manhã, com acumulados que podem passar de 100 milímetros em 12 horas e chegar a 200 milímetros nas Missões, no Noroeste e no Norte do estado. Os órgãos alertam para destelhamentos, queda de árvores, cortes de energia, alagamentos e bloqueios em rodovias. A orientação é desligar aparelhos elétricos, guardar documentos em sacos plásticos e buscar abrigo; os telefones de emergência são o 199, da Defesa Civil, e o 193, dos bombeiros.

Os temporais resultam de uma área de baixa pressão sobre o Paraguai, do transporte de calor e umidade por correntes de ar em baixa altitude e da formação de uma frente fria. Segundo meteorologistas, um ciclone extratropical deve se consolidar no fim da tarde desta quarta-feira, no litoral entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, e um segundo sistema é esperado no sábado (7). Ciclones extratropicais são áreas de baixa pressão típicas das latitudes médias, alimentadas por diferenças de temperatura entre massas de ar.


Alerta amarelo de tempestade cobre 768 cidades de Minas Gerais e a região de Curitiba

O Instituto Nacional de Meteorologia ampliou para 768 municípios mineiros o aviso amarelo, de perigo potencial, para tempestades nesta quarta-feira, válido da meia-noite até as 23h59. A lista inclui Uberlândia, Uberaba, Araguari e Patos de Minas, além de outras cidades do Triângulo Mineiro e do Alto Paranaíba. A previsão é de chuva de 20 a 30 milímetros por hora, com acumulado de até 50 milímetros no dia, rajadas de vento de 40 a 60 km/h e granizo em pontos isolados.

O mesmo nível de alerta vale para Curitiba e cidades da região metropolitana, também com ventos de até 60 km/h e possibilidade de granizo. Nesse grau, o instituto considera baixo o risco de cortes de energia, de alagamentos, de estragos em plantações e de danos a construções. As recomendações incluem não se abrigar sob árvores durante as rajadas, não estacionar perto de torres de transmissão ou placas de propaganda e tirar os aparelhos eletrônicos da tomada durante os temporais.

O sistema de avisos do instituto usa três cores: amarelo indica perigo potencial, laranja indica perigo e vermelho indica grande perigo. O órgão federal, ligado ao Ministério da Agricultura e Pecuária, foi criado em 1909 para monitorar, analisar e prever o tempo e o clima no país. Em emergências, os números são o 199, da Defesa Civil, e o 193, dos bombeiros, enquanto falhas na rede elétrica devem ser comunicadas à distribuidora local.


Seca se espalha por 86% do Rio Grande do Norte

A seca já cobre 86% do território do Rio Grande do Norte, de acordo com o Monitor de Secas, sob coordenação da agência federal de águas, em dados estaduais divulgados em 19 de outubro. Em agosto, a área afetada era de 79%. A intensidade também cresceu: a parcela do estado em seca moderada passou de 25% para 61% entre agosto e setembro. A extensão de setembro foi a maior desde março, quando 93% do território estava sob algum grau de estiagem.

O quadro também piorou fora do estado: de agosto para setembro, 14 unidades da Federação tiveram seca mais intensa, e o Nordeste chegou a 96% de sua área com algum grau de seca, a maior proporção entre as regiões. Dados parciais de outubro do centro nacional de monitoramento de desastres mostram que os municípios em seca extrema passaram de quatro, em agosto, para 68, e os em seca severa, de 153 para 232.

Um boletim de sete órgãos federais indica que o El Niño pode chegar a intensidade muito forte entre novembro e janeiro, com chance de ficar entre os episódios mais intensos desde 1950 e de durar ao menos até o primeiro trimestre de 2027. O fenômeno, marcado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial, costuma trazer mais chuva ao Sul e menos ao Norte e ao Nordeste. Para os próximos meses, os modelos apontam chuva abaixo da média em áreas nordestinas.


Bahia soma 105 decretos de emergência pela estiagem e reforça cuidados contra o calor

A Secretaria da Saúde da Bahia reforçou as orientações para proteger a população dos efeitos do calor intenso e da estiagem ligados ao El Niño. Segundo a Superintendência de Proteção e Defesa Civil do estado, há 105 decretos de situação de emergência em vigor por causa da seca. A pasta recomenda beber água com frequência, mesmo sem sede, evitar o sol entre 10h e 16h e usar chapéu, roupas com proteção contra raios ultravioleta e protetor solar.

O coordenador do programa estadual de vigilância em emergências ligadas a desastres, Edson Ribeiro Júnior, afirmou que idosos acima de 60 anos e crianças abaixo de cinco anos precisam de cuidado redobrado, porque os idosos tendem a beber menos água do que precisam. Ele recomenda fazer caminhadas, corridas e outros exercícios ao ar livre até as 7h ou depois das 17h, para reduzir o risco de queimaduras, insolação e desidratação. Quem tiver mal-estar deve procurar a unidade básica de saúde.

A secretaria também pede atenção à água guardada em casa durante a seca. Caixas, tonéis e baldes devem ficar sempre tampados para impedir a reprodução do Aedes aegypti, mosquito que transmite dengue, zika e chikungunya. A dengue é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito, e o acúmulo de água parada em recipientes abertos favorece a multiplicação das larvas, o que torna o armazenamento improvisado um risco em períodos de escassez de chuva.


Presidência brasileira da COP30 apresenta roteiros para deixar os combustíveis fósseis

A presidência brasileira da COP30 apresentou na terça-feira (3) dois relatórios, chamados de mapas do caminho, que tratam da transição para longe dos combustíveis fósseis e da redução das emissões ligadas ao desmatamento. O documento sobre energia afirma que a mudança é urgente, inevitável e possível. Os textos foram apresentados pelo embaixador André Corrêa do Lago, presidente da conferência, e por Ana Toni, sua diretora-executiva, e reuniram 267 contribuições de especialistas e de diferentes setores.

Os relatórios não são obrigatórios, porque não foram negociados pelos países, e classificam as nações em perfis conforme oferta e demanda de energia, vulnerabilidade e capacidade de financiamento. O texto recomenda que a produção de petróleo, gás e carvão caia junto com a demanda, para evitar escassez. O de florestas estima o financiamento global em US$ 84,5 bilhões em 2023, diante de uma necessidade acima de US$ 300 bilhões anuais até 2030. O ministro João Paulo Capobianco disse que o Brasil não abre mão do potencial do petróleo.

A COP30 foi realizada em Belém entre 10 e 21 de novembro de 2025, e os mapas são a última entrega do Brasil antes de passar o comando à Turquia, que sediará a COP31 em Antália a partir da próxima segunda-feira. Segundo Corrêa do Lago, a negociação esbarrou em limites, sobretudo pela ausência dos Estados Unidos, já que uma agenda exige consenso entre 194 países. O plano nacional de transição do governo ainda não foi concluído, e a exploração de petróleo na Margem Equatorial segue em aberto.

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