ECONOMIA: Resumo em 21 Out 2026

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Ilustração com elementos que representam a economia
Imagem ilustrativa gerada por IA; não representa uma fotografia do fato.

O resumo econômico desta quarta-feira traz a autorização para o IBGE contratar 325 temporários, a alta da bolsa e a queda do dólar com as pesquisas eleitorais, a nota da Fazenda sobre o maior apostador em bets de 2025, a nova secretária da Fazenda do Paraná e o avanço do petróleo brasileiro nas compras da China.

IBGE recebe aval para contratar 325 temporários em pesquisas por telefone

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística foi autorizado a contratar 325 profissionais temporários para pesquisas estatísticas feitas por telefone. A permissão saiu nesta terça-feira (20) em portaria conjunta assinada pelo Ministério do Planejamento e Orçamento e pela pasta responsável pela gestão dos serviços públicos federais. São 276 vagas de agente de pesquisa, para quem tem ensino médio, e 49 de supervisor, que exigem curso superior.

A portaria não abre inscrições nem distribui as vagas por estado ou município, e por isso ainda não há confirmação de postos em locais como o Acre. O instituto tem até seis meses para publicar o edital do processo seletivo simplificado, que deverá informar salários, requisitos, etapas de seleção e locais de trabalho. Os contratos serão por prazo determinado, com duração e prorrogações definidas conforme a necessidade das pesquisas e as regras federais.

Criado em 1934 e instalado em 1936 como Instituto Nacional de Estatística, o IBGE adotou o nome atual em 1938 e tem sede no Rio de Janeiro. Vinculado ao Ministério do Planejamento e Orçamento, o órgão realiza os censos e produz informações demográficas, socioeconômicas e geográficas usadas pelos governos federal, estaduais e municipais. A lei garante o sigilo dos dados coletados, que só podem servir a fins estatísticos, e o quadro inclui milhares de trabalhadores temporários.


Ibovespa passa de 208 mil pontos e dólar recua para R$ 5,02

O Ibovespa fechou a terça-feira (20) em alta de 1,57%, aos 208.296 pontos, depois de chegar perto de 209 mil durante o pregão. Foi o maior nível desde 9 de outubro, quando o índice marcou seu recorde. Apenas quatro das 76 ações da carteira caíram, e o volume negociado somou R$ 42,5 bilhões. O dólar recuou cerca de 0,6% e terminou cotado a R$ 5,02, perto da marca de R$ 5.

Analistas atribuíram o movimento às pesquisas do segundo turno divulgadas no dia, que mostraram o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Lula (PT), em alguns casos em empate técnico. Gustavo Bertotti, da Fami Capital, disse que investidores veem numa troca de governo a chance de ajustes fiscais mais rápidos. Bancos e a própria B3 lideraram os ganhos, e o capital estrangeiro acumulou saldo positivo de R$ 20,99 bilhões em outubro até o dia 16.

Criado em 1968 com base 100, o Ibovespa é o principal indicador do desempenho das ações negociadas na B3, a bolsa brasileira, e reúne os papéis de maior volume em uma carteira teórica revista periodicamente. No exterior, o Dow Jones subiu, e o petróleo Brent chegou a 111 dólares por barril, o maior valor em cinco meses, antes de recuar. A agenda da semana inclui novas pesquisas eleitorais e o último debate presidencial na televisão, na sexta-feira (23).


Fazenda aponta advogado amigo de Flávio como maior apostador em bets de 2025

Uma nota técnica da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda aponta o advogado Willer Tomaz, amigo do senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL), como a pessoa que mais apostou em plataformas autorizadas no país em 2025. Segundo o documento, de 25 páginas e assinado pelo subsecretário Carlos Resende, ele movimentou cerca de R$ 5 bilhões em apostas, sacou perto de R$ 200 milhões e somou R$ 350 milhões em depósitos e saques.

A pasta afirma que a Blaze, plataforma usada por ele, não cumpriu deveres de controle, deixou de analisar operações atípicas e classificou o cliente como risco médio. Entre os exemplos está uma série de depósitos de R$ 500 mil feitos em uma hora. A empresa pode ser multada em até R$ 2 bilhões. Tomaz disse que os recursos têm origem lícita e que os números não correspondem à realidade, e a Blaze afirmou seguir a legislação.

A Polícia Federal investiga se as movimentações serviram para ocultar dinheiro ilícito, e Tomaz e o senador são citados no mesmo procedimento sobre fraudes no INSS; a campanha de Flávio diz que ele não é investigado no Supremo. As apostas de quota fixa, chamadas de bets, foram legalizadas no Brasil por uma lei de 2018. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras, criado em 1998 e vinculado ao Banco Central, recebe comunicações de operações suspeitas de lavagem de dinheiro.


Moro escolhe secretária da Fazenda gaúcha para comandar as contas do Paraná

Eleito governador do Paraná, Sergio Moro (PL) apresentou nesta terça-feira (20) a economista Pricilla Maria Santana como a próxima secretária estadual da Fazenda. Ela comanda a mesma pasta no Rio Grande do Sul desde janeiro de 2023 e é o primeiro nome confirmado para o secretariado da próxima gestão paranaense. Segundo as informações divulgadas, a escolha teria partido de uma indicação do ex-ministro da Economia Paulo Guedes.

Moro disse que a nova secretária cuidará das contas estaduais e da modernização da administração, e repetiu a promessa de campanha de reduzir o número de secretarias para cortar burocracia. Pricilla foi subsecretária de Relações Financeiras Intergovernamentais do Tesouro Nacional entre 2015 e 2022, participou da coordenação do Regime de Recuperação Fiscal e de debates da reforma tributária e, desde agosto, é a segunda vice-presidente do comitê que vai gerir o novo Imposto sobre Bens e Serviços.

Moro foi eleito no primeiro turno com 50,10% dos votos válidos e assume em janeiro de 2027, sucedendo Ratinho Junior (PSD), com quem se reuniu no dia 15 para tratar da transição. Nascido em Maringá em 1972, ele foi juiz federal em Curitiba, ministro da Justiça e Segurança Pública no governo de Jair Bolsonaro entre 2019 e 2020 e senador pelo Paraná desde 2023, e hoje é filiado ao Partido Liberal.


Brasil supera Arábia Saudita e vira segundo maior fornecedor de petróleo da China

O Brasil ultrapassou a Arábia Saudita e tornou-se o segundo país que mais vende petróleo bruto aos chineses nos nove primeiros meses de 2026, segundo dados da alfândega chinesa divulgados nesta terça-feira (20). No período, os chineses compraram 44,29 milhões de toneladas do óleo brasileiro, contra 43,12 milhões de toneladas do produto saudita. A Rússia continua na liderança do ranking de fornecedores do país asiático.

Em setembro, as compras chinesas de petróleo do Brasil subiram 18% em relação ao mesmo mês de 2025, para 5,15 milhões de toneladas, o equivalente a 1,25 milhão de barris por dia. Os embarques sauditas recuaram 62% no mesmo mês e ficaram em 2,70 milhões de toneladas. A Rússia vendeu 9,94 milhões de toneladas no mês, e o Iraque ficou em quarto lugar. Os registros não mostram importações vindas de Estados Unidos, Venezuela ou Irã.

A mudança ocorre enquanto estatais chinesas ampliam a presença na produção brasileira: em 2024, elas responderam por 5,3% do petróleo extraído no país, e quase metade do volume exportado pelo Brasil seguiu para a China. A China é o maior parceiro comercial do Brasil desde 2009, quando superou os Estados Unidos, e os dois países, que reataram relações diplomáticas em 1974, integram o bloco Brics.

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