CLIMA: Resumo em 1 Nov 2026

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Ilustração de um guarda-chuva numa calçada sob chuva
Imagem ilustrativa gerada por IA; não representa uma fotografia do fato.

Os avisos do Instituto Nacional de Meteorologia para chuva intensa no Norte, no Sudeste e no Centro-Oeste abrem o resumo, que traz também o alerta de tempestades para 212 cidades do Paraná, a emergência decretada na Bolívia por causa do El Niño, o temporal que alagou o Barreiro, em Belo Horizonte, e a situação da biblioteca da Faculdade de Educação da USP.

Inmet emite alertas de chuva intensa no Norte, Sudeste e Centro-Oeste e prevê tempestades neste domingo

O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu neste sábado (31) avisos amarelos de chuvas intensas para áreas do Sudeste, do Norte e do Centro-Oeste, além do sul da Bahia, com acumulados que podem chegar a 50 milímetros num só dia e ventos que podem atingir 60 km/h. O alerta cobriu todo o Espírito Santo, o Acre e Rondônia, além de partes de Minas Gerais, do Rio de Janeiro, do Amazonas, do Pará, do Tocantins e de Mato Grosso.

Para este domingo (1º), o órgão prevê condições para tempestades, com chuva forte, ventos intensos e possibilidade de granizo, em áreas do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Estão na área do aviso o Distrito Federal, a maior parte de Mato Grosso do Sul e trechos do Paraná, de São Paulo, de Minas Gerais e de Goiás. No Acre, o alerta de sábado vigorou das 8h15 às 23h59 e previa de 20 a 30 milímetros de chuva por hora.

O aviso amarelo indica perigo potencial, o grau mais baixo da escala do instituto, com risco reduzido de cortes de energia, queda de galhos, alagamentos e descargas elétricas. O Inmet recomenda não se abrigar sob árvores, não estacionar perto de torres de transmissão e placas e evitar aparelhos ligados à tomada. Criado em 1909 e vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária, o órgão elabora seus avisos meteorológicos e os distribui pela plataforma Alert-AS, inclusive para celulares.


Paraná tem 212 cidades em alerta para tempestades com risco de granizo neste domingo

O Inmet colocou 212 cidades do Paraná sob alerta amarelo de tempestades para este domingo (1º), das 0h às 23h59. O aviso abrange municípios do Norte, do Noroeste, do Oeste e do Sudoeste do estado, entre eles Londrina, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu, Apucarana, Arapongas, Toledo e Umuarama. A previsão é de chuva de 20 a 30 milímetros por hora ou de até 50 milímetros ao longo do dia, com ventos de 40 a 60 km/h e possível queda de granizo.

O alerta de perigo potencial aponta baixo risco de cortes de energia, estragos em plantações, queda de galhos e alagamentos, e o instituto pede atenção a transtornos no trânsito e danos em estruturas. A instabilidade é explicada por um sistema de baixa pressão sobre o Paraguai, combinado a correntes de ar em níveis baixos que levam calor e umidade ao estado. Em emergências, a Defesa Civil atende pelo número 199 e o Corpo de Bombeiros, pelo 193.

O alerta paranaense integra o aviso de tempestades que o Inmet emitiu para este domingo em áreas do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste, que também alcança o Distrito Federal e quase todo o Mato Grosso do Sul. O Paraná tem 399 municípios e é o quinto estado mais populoso do país. Londrina, uma das cidades sob alerta, é ao lado da capital, Curitiba, um dos dois municípios paranaenses com mais de quinhentos mil habitantes.


Bolívia decreta emergência nacional por secas e enchentes ligadas ao El Niño

Neste sábado (31), o governo boliviano, chefiado por Rodrigo Paz, declarou emergência em todo o território para lidar com secas intensas e enchentes atribuídas ao chamado super El Niño, fenômeno que tem causado estragos em várias partes do mundo. Segundo o governo boliviano, a medida permite ampliar os recursos financeiros disponíveis e mobilizar equipes de resgate para atuar nas regiões mais atingidas pelos efeitos do aquecimento do oceano Pacífico neste ano.

Em pronunciamento à nação, Paz afirmou que o governo fez um grande esforço de preservação ambiental para que as consequências do fenômeno sejam as menores possíveis. A expressão super El Niño é usada para episódios especialmente intensos, em que o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial chega a níveis elevados e os efeitos sobre o clima ficam mais acentuados, embora variem conforme a região. Imagens da agência espacial americana mostram o fortalecimento do fenômeno entre março e setembro.

O El Niño é o aquecimento anormal das águas superficiais do Pacífico Equatorial perto da costa sul-americana, que altera ventos e umidade e muda o regime de chuvas e temperaturas. Ocorre de forma irregular, em geral a cada dois a sete anos. No Brasil, costuma trazer chuva mais intensa ao Sul e seca a áreas do Norte e do Nordeste. Os episódios de 1982-83, 1997-98 e 2014-16 estão entre os mais fortes já registrados. Paz governa a Bolívia desde 2025.


Temporal alaga o Barreiro, e Defesa Civil amplia alerta de risco geológico em Belo Horizonte

O órgão municipal de Defesa Civil de Belo Horizonte estendeu a mais regiões o aviso de risco geológico depois do temporal da noite de sexta-feira (30), que alagou ruas da capital mineira. Até terça-feira (3), as regionais Barreiro e Centro-Sul ficam em alerta forte e a Nordeste, em perigo moderado, por causa da saturação do solo. O órgão também manteve o aviso de pancadas de chuva com raios e rajadas de vento de cerca de 50 km/h até as 8h deste domingo.

No Barreiro, choveu 114,8 milímetros apenas na sexta-feira, o equivalente a 104,3% do esperado para todo o mês de outubro, cuja média na cidade é de 110,1 milímetros. A água entrou pelo teto de uma ala do Hospital Júlia Kubitschek e cobriu a Avenida Olinto Meireles. No interior, Caputira e Abre Campo também tiveram alagamentos, e em Caputira a enxurrada levou água e lama para casas e lojas. No sábado, o nevoeiro em Confins obrigou o desvio de 19 voos.

Até a noite de sexta-feira, todas as regionais da cidade já tinham superado a média de outubro: a Centro-Sul somava 342 milímetros, 310,6% do previsto, e o Barreiro, 283,1 milímetros. A Defesa Civil orienta os moradores a observar trincas, rachaduras, muros inclinados e água surgindo em locais incomuns e, diante desses sinais, deixar o imóvel e ligar para o número 199. Com cerca de 300 mil habitantes, o Barreiro é uma das regiões mais populosas de Belo Horizonte.


Cinco meses após desabamento do teto, biblioteca da Faculdade de Educação da USP segue fechada

Cinco meses depois de uma chuva forte provocar o desabamento de parte do teto, a biblioteca da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo continua fechada ao público e dependente de coberturas provisórias. O acervo reúne mais de 250 mil itens, entre eles 60 mil obras raras, e o prédio, na Cidade Universitária, voltou a sofrer alagamentos desde então. Não há data prevista para o início das obras definitivas nem para a reabertura.

O primeiro desabamento ocorreu em 11 de maio, durante a troca do telhado; o contrato com a empresa da reforma foi rescindido e uma lona foi colocada sobre o prédio. Em 12 de setembro, a água voltou a entrar e atingiu o segundo andar, para onde os livros tinham sido levados. Só em 19 de setembro, após contratação emergencial, foi instalada uma cobertura mais resistente, ainda provisória. Cerca de 4 mil itens foram afetados pela água em maio, e o atendimento segue on-line.

Reinaldo Santos, diretor do sindicato dos trabalhadores da USP e representante da Faculdade de Educação, atribuiu os avanços à mobilização da comunidade, que incluiu um ato em 28 de setembro e a entrega de 2.500 assinaturas à reitoria pedindo licitação emergencial. Depois do protesto, uma comissão foi recebida pela vice-reitoria. A Faculdade de Educação funciona desde 1º de janeiro de 1970 na Cidade Universitária e é responsável pelo curso de pedagogia da universidade.

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